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Última actualização: 01 Agosto, 2008 - Publicado em 19:35 GMT
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Sociedade Civil guineense reage às ameaças
Luís Vaz Martins
Luís Martins Vaz, da Liga Guineense dos Direitos Humanos, pede coragem para combater o tráfico
A ameaça de morte à ministra da Justica, Carmelita Pires, feita por traficantes de drogas provocou consternação nas organizações da sociedade civil.

A Liga dos Direitos Humanos encoraja a ministra a prosseguir a luta e o Movimento Nacional da Sociedade Civil defende uma intervenção enérgica da comunidade internacional.

Falando à BBC sobre a ameaça de morte à ministra Carmelita Pires, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Luís Vaz Martins, considera que só com pessoas determinadas é que será possivel combater o tráfico de drogas.

'Mais uma vez e de forma contundente os senhores da droga pretendem instaurar um clima de medo ou seja sair da sombra e assumir uma posição de ataque.'

'O apelo que faço é para a ministra tenha mais coragem e determinação no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. Só com pessoas determinadas é que a Guiné-Bissau poderá sair desta situação', disse Luís Vaz Martins.

Ajuda da comunidade internacional

O secretário executivo da Plataforma das ONGs, Jamel Handen sugere ao estado a tomada de medidas necessárias, senão a Guiné-Bissau fica entregue aos gangs da droga.

'Isso só nos leva a pensar que de facto há envolvimento de pessoas com força neste país que podem, de um momento para outro, decidir sobre a vida de qualquer um de nós', declarou Handen.

Jamel Handen
Jamel Handen, secretário executivo da Plataforma das ONGs

O Movimento da Sociedade Civil, na pessoa do seu porta-voz Mamadu Jaquite, pede uma intervenção enérgica da Comunidade Internacional ao lado dos que de facto querem combater os narcotraficantes.

'O nosso apelo vai para o governo no sentido de continuar a lutar energicamente contra o tráfico de drogas, e sobretudo à comunidade internacional, para não esperar que a situação se complique.'

'É preciso uma intervenção mais enérgica da comunidade internacional em apoio ao Estado da Guiné-Bissau', foi o apelo do porta-voz do Movimento da Sociedade Civil.

Tensão e receio

A Guiné Bissau está a viver momentos de tensão e receio depois das recentes ameaças de morte proferidas em ocasiões diferentes contra o Procurador-Geral e contra a Ministra da Justiça.

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 'Quando se atinge a esfera do poder, a nossa preocupação vai para o cidadão comum que não tem meios para se defender.
Jamel Handen, Plataforma das ONGs

A ministra da Justiça Carmelita Pires, que preside ao Conselho de Administração do Programa do Governo de Luta Contra a Droga, denunciou ter sido ameaçada de morte por desconhecidos através de telemóvel.

Carmelita Pires fez esta revelação numa conferência de imprensa, onde apareceu ao lado do Procurador-Geral, Luís Manuel Cabral, que fora igualmente ameaçada uns dias antes.

Apesar de admitir estar assustada, a ministra prometeu prosseguir a luta contra o narcotráfico e espera continuar a contar com o apoio da comunidade internacional, nomeadamente das Nações Unidas.

Ministra terá protecção

Alguém que tem estado envolvido na questão do combate ao narcotráfico é Nélson Moreira, director da Comissão Interministerial responsável pelo combate à droga na Guiné-Bissau.

Falando à BBC, Nélson Moreira disse que a Polícia Judiciária e o Ministério Público estão a tomar as providências necessárias para investigar estas ameaças.

'Caso se confirme que a ministra possa correr algum risco ser-lhe-á oferecida protecção adequada.'

E Nélson Moreira acrescentou que a Guiné-Bissau precisa de mais meios para combater o problema do narcotráfico que tem ramificações internacionais.

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