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Ministra da Justiça ameaçada de morte em Bissau | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ministra da Justiça da Guiné-Bissau, Carmelita Pires denunciou esta quinta-feira ter recebido ameaças de morte por telefone, ligando isto ao tráfico de droga no país. A ameaça foi feita por desconhecidos através de telemóvel, conforme revelou a própria em conferência de imprensa. Carmelita Pires garantiu no entanto que continua a lutar contra os traficantes de drogas e pediu às Nacões Unidas que continuem a ajudar a Guiné-Bissau. Telefonemas anónimos Visivelmente incomodada, a ministra descreveu nestes termos como tudo se passou: "Esta madrugada recebi uma chamada no meu telemóvel. A pessoa, que não se identificou, de voz masculina proferiu as seguintes palavras: Tira a boca, estás a falar de mais. Já chega! Toma atenção. E desligou de imediato." E Carmelita Pires disse depois que mais tarde o telefone voltou a chamar e que, perante o silêncio do outro lado, foi ela quem perguntou: "Não tens trabalho?" E a resposta foi: "Pensas que estamos a brincar? Mete a mão no fogo e depois verás. Estás a cavar a tua cova. Para que ninguém venha a dizer que não te avisámos." Apesar do perigo que enfrenta, a ministra não se deixa intimidar e coloca-se nas mãos dos guineenses. "Entregamos a nossa cabeça nas mãos de guineenses que sabem que a droga é um crime contra o nosso Estado, contra a nossa população, os nossos jovens, a nossa saúde e contra as nossas familias. Está aqui a nossa força. Por isso não vou virar as costas, mas tenho receios. Quem não os teria? " Narcotráfico Carmelita Pires pediu depois às Nações Unidas, cujo representante se encontrava presente na sala, que continuassem a apoiar a Guiné-Bissau na luta contra os narcotraficantes. Presente na conferência de imprensa, Shola Omorige, representante especial de Ban Ki-moon, destacou que o tráfico de droga preocupa as Nacões Unidas, pelas implicações negativas que terá nos progressos já alcançados em vários domínios da vida nacional guineense. Shola Omorigie convidou as autoridades guineenses a fazerem o uso de instrumentos internacionais de luta contra a droga postos a sua disposição. As autoridades judiciais estão a enfrentar dificuldades nas investigações sobre o caso de suspeita de tráfico de drogas que envolve dois aviões e que já provocou a detenção de cinco indivíduos, entre eles três venezuelanos, um dos quais procurado pelas autoridades mexicanas, por tráfico de cocaína. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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