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Brasil quer desenvolver Amazónia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Plano Amazónia Sustentável, conhecido como P.A.S., estabelece metas ambiciosas e ao mesmo tempo controversas, que constam num programa de incentivos financeiros e desenvolvimento de infra-estruturas. O objectivo do governo de Lula da Silva é tentar que a floresta tropical valha mais de pé do que sendo abatida. O executivo promete cooperação sem precedentes entre os ministérios federais e os poderosos governadores dos nove estados que constituem a grandiosa região amazónica. No lançamento do P.A.S., o Presidente Lula da Silva disse que o debate do futuro da Amazónia tinha de ser enquadrado num modelo económico que permita o desenvolvimento da região. “A discussão em torno da Amazónia evoluiu e modificou-se. Todos queremos o desenvolvimento da Amazónia”. “É preciso arranjar uma forma de usar aquilo que a região tem de bom e dar uma oportunidade às pessoas que vivem na Amazónia”, disse Lula da Silva. Críticas O Plano está dividido por vários temas, muitos dos quais usam linguagem retirada directamente do sector financeiro que incluem parcerias público-privadas, linhas de crédito, isenções fiscais e outros incentivos financeiros aos produtores.
O P.A.S. também lida com a reforma agrária e com os direitos dos índios da Amazónia, mas são as suas infra-estruturas que vão provocar mais controvérsia. O governo quer construir mais estradas na floresta tropical e os ambientalistas avisam que isso poderá levar à desflorestação. O P.A.S. prevê o desassoreamento dos rios e a construção de mais barragens hidroeléctricas, alvo dos protestos das comunidades indígenas. No entanto, os ambientalistas receberam com agrado a classificação como zona protegida de três milhões de hectares de floresta. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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