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Novo fundo alimentar para América Latina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cem milhões de dólares é a quantia prometida pelos governos da Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Cuba, para atenuar a actual crise alimentar vivida no mundo. Os quatro líderes de estado, encontraram-se ontem na Venezuela onde divulgaram a criação do fundo para impulsionar a produção interna de alimentos básicos como o arroz, o feijão e o centeio. A medida segue a decisão dos países da África Ocidental que ontem anunciaram um fundo de 500 milhões de dólares que será utilizado para atenuar o impacto da recente subida dos preços dos produtos alimentares básicos. A falar na abertura da cimeira, o presidente boliviano, Evo Morales, adiantou que o fundo permitirá a atribuição de empréstimos sem juros para encorajar os agricultores a cultivarem cereais essenciais. Empréstimos sem juros "Perante a recente escassez de arroz, trigo, milho e soja, nós decidimos começar a atribuir empréstimos com zero por cento de juros particularmente aos pequenos produtores para que produzem estes quatro importantes produtos". "Em segundo lugar, os produtores nem sempre podem repagar os fundos económicos mas podem pagar estes empréstimos com produtos agrícolas ou peixe", anunciou o Presidente Boliviano, Evo Morales. De acordo com a FAO, a Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação, entre 2007 e 2008, os países pobres viram ou virão um aumento de 57 por cento nos produtos alimentares. A situação tem vindo a criar instabilidade em vários países africanos que assistiram a distúrbios provocados pela escassez de alimentos. Catástrofe mundial De acordo com o director-geral da FAO, Jacques Diouf, estes distúrbios só deixarão de ocorrer se os preços dos alimentos forem reduzidos. "Se fornecermos a assistência necessária e os recursos a quem deles necessita e ao mesmo tempo ajudarmos os agricultores das nações pobres com recursos que podem multiplicar as produções, deixaremos de ter distúrbios", afirmou. Jacques Diouf apelou ainda ao mundo para tomar medidas que possam evitar um agravamento da actual crise que, se não for travada, poderá provocar uma catástrofe mundial, defendeu. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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