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Guiné-Bissau não tem 'stocks' de combustíveis | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A gasolina vai continuar a faltar na Guiné-Bissau pois, não existindo condições de stockagem, as remessas dos fornecedores asseguram apenas alguns dias de abastecimentos. Carros parados e peixe mais caro no mercado tem sido o panorama nestes dias, uma situacão descrita como grave por Filomeno Cabral da Comissão Ad-hoc para a Revisão e Seguimento dos Preços dos Combustíveis. Grande parte da gasolina que chega a Bissau e a outras partes da Guiné vem do Senegal em camiões-cisterna. A empresa fornecedora do Senegal está com problemas técnicos e financeiros e não há gasolina para a Guiné. “A Guiné-Bissau não tem refinaria e não dispõe de um depósito para armazenamento de combustíveis com segurança" disse Filomeno Cabral", Secretário Geral da Confederação Geral dos Sindicatos Independentes. Falando na qualidade de membro da Comissão para a Revisão e Seguimento dos Preços de Combustíveis, Cabral considerou que o governo deve assumir a sua responsabilidade de arranjar outros parceiros para o sector. Qualquer solução de curto ou médio prazo depende agora do governo e deve passar pela rescisão do contrato com duas empresas privadas detentoras do maior depósito de combustíveis da Guiné. O depósito tem capacidade para receber mais de 20 mil toneladas de combustíveis, mas que não recebe mais de 4 mil toneladas devido à falta de manutenção. “Aquele depósito foi adquirido em 1999 e desde então nenhum trabalho foi feito em termos de manutenção ou reparação. Isso dá direito a rescisão do contrato", afirmou Filomeno Cabral que pensa que o governo deve arranjar parceiros capazes de garantir combustíveis para pelo menos seis meses. A falta de combustíveis provoca um aumento do custo de vida e isso reflecte-se no preço do peixe no mercado. “O peixe é caro porque os pescadores estão a comprar a gasolina a 4 e 5 mil francos CFA o litro. São obrigados a vender o peixe a um preco alto para poderem ter lucro”, disse Filomeno Cabral. Neste momento são esperadas três mil toneladas de gasóleo do governo japonês, mas não se sabe se terão o mesmo destino que as 600 mil toneladas que chegaram a Bissau mas que não foram desembarcadas na totalidade por falta de capacidades de armazenamento. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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