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Projecto de zona franca no Príncipe sob ameaça | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo de São Tomé e Príncipe pretende implementar na ilha do Príncipe um projecto avaliado em US$185 milhões, com vista a transformar a Baía das Agulhas numa zona franca. O governo regional da ilha do Príncipe, pela voz do seu presidente, diz opôr-se ao projecto, alegando a falta de um estudo de impacto ambiental. Segundo José Cassandra, as autoridades do Príncipe não foram ouvidas sobre a concepção do projecto. Este pronunciamento contraria declarações do antigo director das zonas francas, Arzemiro dos Prazeres. Trata-se da concessão de uma área de 450 hectares destinada à instalação de uma zona franca que deverá apoiar logisticamente os navios petroleiros e as plataformas petrolíferas instaladas no Golfo da Guiné. O presidente do governo regional do Príncipe diz estar contra o projecto porque o seu governo foi posto à margem de todo o processo. "Se até ao final do mês de Marco os detentores da concessão de títulos de terra para as zonas francas não responderem, o governo regional, pura e simplesmente, numa nota ao governo central, fará saber da sua posição relativamente a este projecto," garantiu José Cassandra. Anulação O presidente do governo regional do Príncipe diz que o projecto poderá mesmo ser anulado. O governo central vê a criação de uma zona franca na Baía das Agulhas como um pólo de desenvolvimento da ilha do Príncipe. Segundo o antigo director das zonas francas, Arzemiro dos Prazeres - que é o actual ministro das Obras Públicas, Infra-Estruturas e Urbanismo - para a instalação da zona franca na região foram respeitadas todas as condições. Arzemiro dos Prazeres assegurou que os estudos feitos para a implantação física da zona franca tiveram em conta a preservação do parque ambientar e vegetal da ilha do Príncipe. Mas isso foi desmentido pelo presidente do governo regional, que garantiu ainda não haver um estudo feito sobre o impacto ambiental para aquela zona relativamente aos projectos que se quer instalar. José Cassandra diz que cerca de 20% do parque natural do Príncipe está dentro da área delimitada para a criação da zona franca. O governo regional, pelo sim pelo não, já fez saber que não vai aceitar um projecto que põe em causa o parque natural do Príncipe, considerado pulmão da ilha. Resta agora esperar pela reacção do consórcio - que agrupa três grandes empresas internacionais responsáveis pela implementação do projecto. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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