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Última actualização: 05 Março, 2008 - Publicado em 18:22 GMT
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Alerta à governação da Guiné-Bissau

Primeiro-ministro guineense Martinho N'Dafa Cabi
Primeiro-ministro guineense desvalorizou retirada de confiança política
A retirada de confiança politica ao primeiro-ministro pelo presidente do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, está a preocupar diferentes actores da vida politica da Guiné-Bissau.

Receando pelo agravamento dessa crise, o Partido da Renovação Social, a segunda maior força política do país, recomendou a preservação dos objectivos do Pacto de Estabilidade Política e Governativa, um acordo firmado pelo PAIGC, PRS e o PUSD.

O Movimento Nacional da Sociedade Civil por sua vez emitiu um comunicado, apelando ao PAIGC que elegesse o diálogo para a resolução desse diferendo de forma a evitar o descarrilamento do processo de estabilização em curso.

Ao que tudo indica, no PAIGC as divergências podem agravar-se.

Uma reunião do gabinete político foi convocada, mas um comunicado do secretariado permanente considerou ilegal tal convocação alegando violação dos estatutos.

Carlos Gomes Júnior encontra-se ausente no estrangeiro. Até ao momento - a apoiar a sua decisão -apenas está a juventude do partido.

Apelo à estabilidade

Tendo em conta os sinais de agravamento da crise no partido libertador, o Partido da Renovação Social, recomendou a preservação do espírito e dos objectivos do Pacto de Estabilidade Política e Governativa com vista a manutenção da paz social e a preservação das conquistas do Pacto.

“Abrangemos a todos os signatários do Pacto porque entendemos que essa crise é do PAIGC e não gostaríamos de imiscuir nos assuntos internos do partido”, disse Joaquim Batista Correia é o porta voz do PRS.

“Mas, em abono da verdade, o PAIGC faz parte do Pacto, e entendemos que esse consenso deve ser encontrado, para que realmente a solução encontrada possa salvaguardar as conquistas que neste momento o governo do Pacto tem granjeado e que irão permitir a realização das próximas eleições”

O Partido da Renovação Social ainda recomendou a convocação de uma cimeira extraordinária de líderes dos três partidos signatários do Pacto, um instrumento que estabilizou, de facto, a vida política guineense.

Receando que implicações políticas, económicas e sociais desta crise no PAIGC venham a alterar o actual clima de estabilidade que se vive na Guiné, o Movimento Nacional da Sociedade Civil exortou ao PAIGC no sentido de eleger o diálogo para a resolução deste diferendo.

“O PAIGC é o maior partido da Guiné-Bissau e um partido governamental. Problemas do PAIGC afectam a todos os guineenses e poderão afectar ao governo e as instituições do Estado em geral”disse Mamadu Jaquite.

O Movimento considera que uma eventual crise governativa não só poderá comprometer a realização das eleições legislativas este ano como também inaugurar um novo ciclo de instabilidades a todos os níveis com consequências imprevisíveis.

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