|
Protestos fazem baixar preços | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Moçambique, o Governo anunciou que vai subsidiar o combustível para os tranportadores privados de passageiros, vulgarmente conhecidos por "chapas", depois de violentos protestos desde o dia 5 de Fevereiro. Esta foi a fórmula encontrada para evitar um agravamento das tarifas dos chamados ‘chapas’, o qual provocou os violentos incidentes que semana passada sacudiram a capital, com repercurssões noutros pontosdo país. Pelo menos quatro pessoas foram mortas e mais de 100 ficaram feridas. Questiona-se todavia a sustentabilidade da solução e a aparente demissão do governo perante o dever de providenciar um serviço público que são os transportes.
Os chapas passam agora a pagar menos 12,6% pelo litro da gasolina e menos 12,3% pelo do gasóleo. Em troca, vão manter-se as tarifas em vigor desde 2005 e a expectativa é que a medida tenha o efeito social de amainar a forte onda de descontentamento popular. O Ministro dos Transportes e Comunicações António Munguambe referiu que “isto consiste numa compensação aprovada pelo Conselho de Ministros pelo que doravante segue-se a sua implementação”. Subsídio não é solução Os chapeiros concedem que esta é a solução possível enquanto sublinham estarem equivocados os que pensam que o subsídio ora aprovado lhes traz vantagens. “Para nós o preço do combustível continua alto e isso é um prejuizo para nós. Temos custos de manutenção também, e esse é o problema.” O Governo não diz no entanto aonde é que irá buscar os fundos necessários para a aplicação dos subsídios, uma vez que se trata de uma despesa que não consta do orçamento geral do Estado. Promete apenas que o dinheiro será encontrado e que os pormenores técnico-administrativos relativos à à implementação desta medida ainda estão a ser trabalhados pelas partes. E isto é algo que preocupa cidadãos anónimos ouvidos pela BBC. “Isto é um problema do Governo. O Governo está a distanciar-se dos do sector dos transportes, onde têm responsabilidades tal como na educação e saúde” denunciou um cidadão da capital. Uma jovem todavia saudou a decisão “Porque vai ajudar a acalmar as coisas.” Uma outra voz avisa “Há-de haver chapeiros desonestos que vão passar a vender-nos combustível”. Ha ainda quem reclame "uma vitória do povo". Analistas consideram que a presente crise denota a ausência total de uma estratégia para o sector dos transportes públicos por parte do governo em Moçambique. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||