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Última actualização: 08 Janeiro, 2008 - Publicado em 11:19 GMT
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Guiné-Bissau reajusta forças de defesa e segurança

Soldado guineense
A Guiné-Bissau vai implementar reformas profundas no sector da Defesa e Segurança. O arranque oficial dessas reformas está previsto para o próximo dia 23 de Janeiro.

Desconhece-se o número exacto de militares e para-militares guineenses existentes neste momento.

O plano de reformas prevê a fixação do número de efectivos militares em cerca de 3500 e ainda a modernização do sector e a reinserção dos que serão dispensados.

 A reforma no sector de Defesa e Seguranca é uma estratégia que visa criar uma base de estabilidade e desenvolvimento na Guiné-Bissau
Baciro Djá

Em entrevista à BBC, Baciro Djá, o presidente do Comité Técnico de Coordenação dessas reformas, revelou os objectivos do seu trabalho.

"A reforma no sector de Defesa e Seguranca é uma estratégia do governo e da comunidade internacional que visa criar uma base de estabilidade e desenvolvimento da Guiné-Bissau que todos almejam."

A iniciativa implicará reduções de efectivos militares. Na primeira fase far-se-á o recenseamento de todos os militares e para-militares.

Reformas diferentes

Em trabalhos de sensibilização feitos em diferentes quartéis da Guiné-Bissau, os militares preocuparam-se em saber se essas reformas serão diferentes das outras já realizadas sem sucesso.

"Estas reformas serão diferentes porque, pela primeira vez, o governo dispõe de uma estratégia para o sector. Tem dificuldades financeiras mas recorreu aos seus parceiros bilaterais.

"O documento foi apresentado na mesa redonda de Genebra, em 2007, mas houve uma reacção muito tímida da comunidade internacional pois queria ter algumas indicações, nomeadamente sobre o número de efectivos militares e para-militares."

Segundo Baciro Djá a comunidade internacional está a regir; a União Europeia decidiu apoiar com 16,6 milhões de Euros.

O documento estratégico, segundo Baciro Djá, está orçado em US$ 184 milhões e prevê a modernização do sector e a reinserção social dos que serão dispensados das forças armadas.

E quanto à reacção dos militares, Djá considerou que é positiva porque "pela primeira vez, as reformas estão a ser conduzidas pelos próprios militares com uma equipa técnica e especialistas."

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