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Última actualização: 17 Dezembro, 2007 - Publicado em 19:21 GMT
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Líder do PAIGC acusado pelo Ministério Público

Carlos Gomes Júnior
Carlos Gomes Júnior rejeitou as alegações que lhe foram atribuídas
O Ministério Público da Guiné-Bissau formalizou esta segunda-feira a acusação definitiva contra Carlos Gomes Júnior, o presidente do PAIGC, na sequência do assassinato do Comodoro Lamine Sanhá, em Janeiro de 2007.

No despacho do delegado e coordenador do Sector Autónomo de Bissau e da região de Biombo, o Ministério Público acusa Carlos Gomes Júnior de crimes de difamação e injúria de denúncia caluniosa contra o Presidente da República após o assassinato do Comodoro Sanhá.

Na altura, o presidente do PAIGC atribuiu ao Presidente João Bernardo Vieira, "Nino", responsabilidades no assassinato.

No mesmo despacho o delegado revela que Carlos Gomes Júnior tentou travar o andamento do processo sob invocação de imunidade parlamentar.

Perante estes fundamentos, a Procuradoria Geral da República já remeteu o processo ao juiz para marcação do julgamento.

Na sequência das suas declarações à agência portuguesa de notícias, Lusa - e que depois viria a desmentir - o líder do PAIGC teve que procurar refúgio na representação das Nações Unidas em Bissau, depois das autoridades não o terem conseguido prender.

Este despacho foi tornado público numa altura em que se fala de tentativa de assassinato do ex-ministro da Administração Interna e de alguns dos seus colaboradores.

Denúncia de Baciro Dabô

O Major Baciro Dabô voltou a acusar o Ministro da Administração Interna que o sucedeu no cargo, Certório Biote, e duas altas figuras militares de tentativa de execução deste plano.

"Não foi por acaso de mencionei o nome de Certório Biote; perguntei a um oficial militar envolvido quem estava por detrás deste plano. Ele disse-me que era o meu sucessor".

Estas alegações ainda não mereceram qualquer reacção da parte do Ministério da Administração Interna.

Sobre este episódio, o PAIGC, partido em que Baciro Dabô militou recentemente, pediu já a convocação urgente de uma reunião dos líderes do Pacto de Estabilidade Política e Governativa - que suporta o executivo guineense - para a tomada de uma decisão.

O PAIGC defende que nenhuma instituição pode comprometer o país com medidas que podem pôr em causa o estado de direito.

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30 Janeiro, 2007 | Notícias
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