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Líder do PAIGC acusado pelo Ministério Público | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Ministério Público da Guiné-Bissau formalizou esta segunda-feira a acusação definitiva contra Carlos Gomes Júnior, o presidente do PAIGC, na sequência do assassinato do Comodoro Lamine Sanhá, em Janeiro de 2007. No despacho do delegado e coordenador do Sector Autónomo de Bissau e da região de Biombo, o Ministério Público acusa Carlos Gomes Júnior de crimes de difamação e injúria de denúncia caluniosa contra o Presidente da República após o assassinato do Comodoro Sanhá. Na altura, o presidente do PAIGC atribuiu ao Presidente João Bernardo Vieira, "Nino", responsabilidades no assassinato. No mesmo despacho o delegado revela que Carlos Gomes Júnior tentou travar o andamento do processo sob invocação de imunidade parlamentar. Perante estes fundamentos, a Procuradoria Geral da República já remeteu o processo ao juiz para marcação do julgamento. Na sequência das suas declarações à agência portuguesa de notícias, Lusa - e que depois viria a desmentir - o líder do PAIGC teve que procurar refúgio na representação das Nações Unidas em Bissau, depois das autoridades não o terem conseguido prender. Este despacho foi tornado público numa altura em que se fala de tentativa de assassinato do ex-ministro da Administração Interna e de alguns dos seus colaboradores. Denúncia de Baciro Dabô O Major Baciro Dabô voltou a acusar o Ministro da Administração Interna que o sucedeu no cargo, Certório Biote, e duas altas figuras militares de tentativa de execução deste plano. "Não foi por acaso de mencionei o nome de Certório Biote; perguntei a um oficial militar envolvido quem estava por detrás deste plano. Ele disse-me que era o meu sucessor". Estas alegações ainda não mereceram qualquer reacção da parte do Ministério da Administração Interna. Sobre este episódio, o PAIGC, partido em que Baciro Dabô militou recentemente, pediu já a convocação urgente de uma reunião dos líderes do Pacto de Estabilidade Política e Governativa - que suporta o executivo guineense - para a tomada de uma decisão. O PAIGC defende que nenhuma instituição pode comprometer o país com medidas que podem pôr em causa o estado de direito. | LINKS LOCAIS Carlos Gomes Júnior refugia-se na sede da ONU10 Janeiro, 2007 | Notícias Ex-PM deixa sede da ONU30 Janeiro, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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