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Sucesso na Cimeira UE-UA de Lisboa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Terminou com saldo positivo a Cimeira Europa-África, depois de uma preparação marcada por grandes dificuldades devido a ameaças de boicote. No final apenas se registou o boicote do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, país que se fez representar por uma delegação da baixo nível. Foi uma cimeira sem temas tabús e que "deu voz a todos... deu voz aos direitos humanos... deu voz aos imigrantes", disse o primeiro-ministro português José Sócrates, o anfitrião do encontro. No final foi adoptado uma nova Parceria Estratégica que irá cobrir as áreas da segurança e democracia. Quanto ao comércio os dirigentes africanos não aceitaram as propostas europeias, designadas como Acordos de Parceria Económica. Cimeira histórica O presidente da Comissão Africana, Alpha Oumar Konaré, criticou a União Europeia pela 'sua aproximação colonialista', afirmando que as riquezas de África devem ser pagas a um preço justo. "Se criarmos a parceria com base na fraca unidade africana, teremos problemas", afirmou Konaré acrescentando esperar que ela tenha iniciado um processo que conduza a um acordo comercial. Europeus e Africanos adoptaram um novo Acordo de Parceria Estratégica destinado a forjar objectivos comuns nas áreas da segurança e democracia, num encontro considerado histórico por José Sócrates. Esta opinião foi partilhada pelo seu homólogo espanhol, José Luis Zapatero, considerando que se tratou de "uma das cimeiras mais importantes da história da União Europeia". Um dos problemas mais graves que o continente africano atravessa é o da crise de Darfur, um assunto que acabou por estar em destaque em Lisboa. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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