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Última actualização: 10 Dezembro, 2007 - Publicado em 03:10 GMT
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Cabo Verde contra branqueamento de capitais

Dinheiro
Cabo Verde: não à corrupção
Cabo Verde vai passar a ter uma unidade de controle e fiscalização financeira para combater dinheiro oriundo da criminalidade organizada e do terrorismo.

A decisão acaba de ser tomada pelo Conselho de Ministros e integra-se no rol das medidas preventivas que as autoridades caboverdianas têm vindo a adoptar com vista à transformação deste arquipélago numa praça financeira internacional.

De acordo com a porta-voz do governo de Cabo Verde, a ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Cristina Fontes, a criação de um tal organismo fazia-se sentir e o mesmo vai funcionar na dependência do Banco Central do país. O seu nome é Unidade de Informação Financeira.

 A Unidade de Informação Financeira é um serviço que funcionará como centro nacional de recolha, análise e difusão de informação relativa a eventuais actividades de lavagem de capitais ou financiamento do terrorismo.
Cristina Fontes, Ministra da Defesa

“A Unidade de Informação Financeira é um serviço que funcionará como centro nacional de recolha, análise e difusão de informação relativa a eventuais actividades de lavagem de capitais ou financiamento do terrorismo”

Cristina Fontes recorda, a propósito, a lei contra a lavagem de capitais, criada em 2002 e ao abrigo da qual alguns cidadãos já foram autuados.

“Sente-se a necessidade neste momento, no quadro do reforço do sistema financeiro e da pretensão de Cabo Verde fazer desse sector um dos motores do desenvolvimento do pais, a necessidade de garantir os níveis de credibilidade que a situação internacional de luta contra a criminalidade organizada e o terrorismo exigem. E esta unidade de informação financeira vai permitir que, funcionando junto do Banco de Cabo Verde, integrando representantes do Ministério da Justiça, o Ministério Público e da Polícia Judiciária, em caso de necessidade agirem imediatamente”.

Por isso, para aquela governante, trata-se de fechar o cerco à criminalidade organizada em Cabo Verde.

“Estamos aqui a fechar o cerco à lavagem de capitais e criar melhores condições para a aplicação da lei de lavagem dos capitais”.

Cristina Fontes, ministra da Defesa e Presidência do Conselho de Ministros de Cabo Verde, que é também a porta-voz do governo.

O crimes relacionados com a droga e a lavagem de capitais encontram-se na agenda do dia em Cabo Verde, um arquipélago referenciado na rota do narcotráfico internacional.

No âmbito do recente acordo de parceria especial entre Cabo Verde e a União Europeia, as autoridades caboverdianas esperam, inclusive, receber substanciais apoios para esse combate.

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