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Cahora Bassa passa para mãos moçambicanas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Moçambique tem lugar esta segunda-feira o derradeiro acto antes da passagem definitiva, no dia seguinte, para mãos moçambicanas da estratégica Barragem Hidro-Eléctrica de Cahora Bassa. A cerimónia de desembolso dos remanescentes setecentos milhões de dólares, dos novecentos e cinquenta milhões anteriormente acordados, está agendada para a capital Maputo. A expectativa agora é que Cahora Bassa, possa passar efectivamente servir de alavanca adicional para os esforços de combate à pobreza. O anúncio daquilo que o Presidente Moçambicano Armando Guebuza designou de ‘segunda indpendência’ teve lugar a 1 de Outubro do ano passado numa cerimónia em que o aperto de mão entre Guebuza e José Sócrates carimbou a assinatura de um acordo cuja implementação terá eventualmente levado mais tempo do que se pensara inicialmente. Depois de Moçambique ter começado por desembolsar duzentos e cinquenta milhões de dólares sómente esta segunda-feira, ou seja pouco mais de um ano depois será pago o remanescente dos novecentos e cinquenta milhões de dólares acordados pela aquisição de sessenta e sete por cento das acções detidas por Portugal. O que isto significa em termos de estrutura accionista é que Moçambique passará a ter oitenta e cinco por cento contra os actuais dezoito por cento das acções, e Portugal descerá de oitenta e dois para quinze por cento. Falando à BBC o Ministro Moçambicano da Energia Salvador Namburete manifestou-se feliz. O acto de desembolso em Maputo dos remanescentes setecentos milhões de dólares pela reversão a favor de Moçambique da estrutura accionista da Barragem Hidro Eléctrica de Cahora Bassa antecederá uma cerimónia na terça-feira no Songo, a região em que na província central de Tete, está localizado o empreendimento. Será um cair de pano eminentemente político de um longo e sinuoso processo negocial, a que deverão testemunhar, segundo informações, para além do Presidente da República, chefes de estado ou de governo da região. Enquanto isso na opinião pública a expectativa é que esta ocasião marque de forma definitiva o início de uma nova era, em que Moçambique e seus esforços de combate à pobreza saiam a ganhar. Cahora Bassa é afinal de contas a segunda maior barragem hidro-eléctrica de África, e tem já na sua carteira de clientes esse gigante que é a África do Sul. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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