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Última actualização: 26 Setembro, 2007 - Publicado em 00:18 GMT
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Cabo Verde: Electra racionaliza energia

Mercado
Os cidadãos da capital queixam-se dos prejuízos derivados do corte dos abastecimentos de energia.
A empresa nacional de energia e água, ELECTRA, tem estado desde de sexta-feira a racionalizar o fornecimento de energia.

Em causa estão problemas financeiros que a impedem de saldar as suas dívidas para com a petrolífera nacional, a ENACOL.

Na capital do país, a ELECTRA tem produzido menos cinco a sete megwatts por dia devido à falta de combustível.

As dívidas da Electra levaram a ENACOL a pôr fim aos abastecimentos de gasóleo a crédito.

Esta situação foi confirmada pelo Presidente da comissão executiva da Electra, Antão Fortes.

"A Electra tem estado a pedir o fornecimento de combustível às petrolíferas, só que por vezes, devido a problemas financeiros, este não é feito atempadamente."

Antão Fortes acrescentou que a Electra está a tentar encontrar todas as soluções possíveis para este problema que não afecta só a Praia mas é nacional.

O presidente da Comissão Executiva da Electra disse que a direcção da empresa está em negociações com o governo e com os bancos.

População

Esta situação está a provocar prejuízos graves para os consumidores e serviços, porque se trata de um bem essencial.

Para alguns consumidores a culpa é do governo, que sendo o maior accionista da empresa deve resolver a situação.

Em declarações à BBC, o consumidor Amarilo Duarte disse que "a culpa não é da Electra mas de quem que tem autoridade sobre a Electra. O governo é que se deve preocupar com isso."

Amarilo Duarte acrescentou que está parado porque sem energia ninguém consegue trabalhar e o país fica paralisado.

Uma peixeira, ouvida pela BBC, explica que a falta de energia para conservar o peixe tem-lhe provocado muitos prejuízos.

"Eu dependo da Electra para viver, coloco o meu capital no peixe e depois não há luz e o peixe estraga-se. Acho que a Electra deve ser mais sensível em relação aos problemas do país."

Por sua vez, Nenê Semedo acha pouco credível que uma empresa do porte da Electra esteja na situação de não poder pagar o combustível que utiliza.

"Acho estranho uma empresa como a Electra não ter dinheiro para comprar combustível. Isso não é aceitável em nenhum país, em especial tendo em conta a quantidade de pessoas que pagam energia."

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