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Última actualização: 21 Agosto, 2007 - Publicado em 01:58 GMT
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Cidadãos cabo-verdianos querem escola para surdos
Comunicação gestual
Cabo Verde precisa de escola para surdos
Em Cabo Verde um grupo de cidadãos constituído por pais, professores e outros interessados, está a defender a criação de uma escola de referência para os surdos.

Segundo os responsáveis, tal iniciativa, a actual prática de incluir crianças portadoras de deficiência auditiva nas turmas regulares, não é a melhor via para assegurar uma melhor educação para os surdos.

Recentemente, o referido grupo esteve na Assembleia Nacional de Cabo Verde para precisamente chamar a atenção dos deputados para a necessidade de se salvaguardarem os direitos dos deficientes.

Essa salvaguarda poderia passar pela criação de turmas específicas para surdos, com professores instruídos na comunicação gestual.

Lídia Rocha, professora de formação, é uma das promotoras desta iniciativa inédita em Cabo Verde que, segundo ela, visa uma melhor integração na sociedade caboverdiana das crianças portadoras de deficiência auditiva.

 Neste momento a prioridade centraliza-se na criação de uma escola onde poderão desenvolver a sua forma de comunicar.
Lídia Rocha, professora

De acordo com as estatísticas há em Cabo Verde para cima de 1500 surdos, a maioria dos quais concentrando-se na ilha de Santiago.

Em comparação com outros países africanos de língua portuguesa há até quem afirme que Cabo Verde se encontra em pior situação.

É para mudar este quadro que, segundo Lídia Rocha, ela e os seus companheiros decidiram lançar mãos à obra na certeza de que esta não é uma luta inglória.

Esse esforço passa também pela criação de uma linguagem de gestão caboverdiana, à semelhança do que acontece noutras paragens.

«Por isso nós estamos tomar a criação dessa escola como uma prioridade. Com ela, os surdos terão a oportunidade de desenvolver a sua forma de comunicar, a nível gestual, com certeza acabaremos por ter uma linguagem gestual caboverdiana. Se continuarem separados isso não acontecerá nunca», afirma Lídia Rocha.

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