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Cidadãos cabo-verdianos querem escola para surdos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Cabo Verde um grupo de cidadãos constituído por pais, professores e outros interessados, está a defender a criação de uma escola de referência para os surdos. Segundo os responsáveis, tal iniciativa, a actual prática de incluir crianças portadoras de deficiência auditiva nas turmas regulares, não é a melhor via para assegurar uma melhor educação para os surdos. Recentemente, o referido grupo esteve na Assembleia Nacional de Cabo Verde para precisamente chamar a atenção dos deputados para a necessidade de se salvaguardarem os direitos dos deficientes. Essa salvaguarda poderia passar pela criação de turmas específicas para surdos, com professores instruídos na comunicação gestual. Lídia Rocha, professora de formação, é uma das promotoras desta iniciativa inédita em Cabo Verde que, segundo ela, visa uma melhor integração na sociedade caboverdiana das crianças portadoras de deficiência auditiva. De acordo com as estatísticas há em Cabo Verde para cima de 1500 surdos, a maioria dos quais concentrando-se na ilha de Santiago. Em comparação com outros países africanos de língua portuguesa há até quem afirme que Cabo Verde se encontra em pior situação. É para mudar este quadro que, segundo Lídia Rocha, ela e os seus companheiros decidiram lançar mãos à obra na certeza de que esta não é uma luta inglória. Esse esforço passa também pela criação de uma linguagem de gestão caboverdiana, à semelhança do que acontece noutras paragens. «Por isso nós estamos tomar a criação dessa escola como uma prioridade. Com ela, os surdos terão a oportunidade de desenvolver a sua forma de comunicar, a nível gestual, com certeza acabaremos por ter uma linguagem gestual caboverdiana. Se continuarem separados isso não acontecerá nunca», afirma Lídia Rocha. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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