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Última actualização: 02 Julho, 2007 - Publicado em 00:52 GMT
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UA: Estados Unidos de África em debate

Entrada da cimeira
40 chefes de Estado do continente estão reunidos na cimeira
Com uma proposta do líder da Líbia, Muammar Kaddafi, para a criação dos Estados Unidos de África, est]a a decorrer desde domingo na capital do Gana, Accra, a Nona Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da União Africana.

A ideia não é nova. Foi ressuscitada por Kaddafi mas não tem muitos apoios entre líderes africanos: foi proposta pela primeira vez à então Organização de Unidade Africana, OUA, há quase cinco décadas, coincidentemente pelo primeiro presidente do Gana.

Foi em Setembro do ano passado, durante a Oitava Cimeira da União Africana, em Banjul, a capital da Gâmbia, que ficou agendada a discussão de um ideal preconizado pelo ganense Nkwame Nkrumah, o presidente do primeiro país independente da África sub-saariana.

Outros líderes históricos do continente - com o egípcio Gamal Abdel Nasser, o tanzaniano Julius Nyerere e o etíope Hailé Salasie à cabeça - deram o seu respaldo ao projecto dos Estados Unidos de África.

A ideia foi morrendo mas, há cerca de 5 anos, o líder líbio decidiu ressuscitá-la.

Desde então Muammar Kaddafi tenta, por todos os meios, convencer os seus pares africanos a avançar, sob a sua batuta, para a realização dos Estados Unidos de África.

Correntes diferentes

Aqui em Accra surgiram claramente pelo menos duas correntes; a dos radicais, ou “imediatistas”, com Kaddafi à cabeça, e a dos moderados, ou “gradualistas”, chefiada pelo presidente da África do Sul.

O líder líbio tem do seu lado a maioria esmagadora dos grupos africanos e globais da sociedade civil, entre eles a Oxfam, a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch.

Ao nível de Chefes de Estado, Blaise Campaoré, do Burkina Faso, foi dos poucos que se posicionou abertamente do lado dos “imediatistas”.

Os “gradualistas”, à volta de Thabo Mbeki, incluem o nigeriano Umaru Yar’Adua e o marfinense Laurent Gbagbo. Na verdade, a maioria esmagadora dos restantes líderes

Muammar Khadafi
Muammar Khadafi lidera grupo de "imediatistas"

Os ganenses, por sua parte, alegaram a sua posição de anfitriões para justificar a sua neutralidade absoluta em relação a esta questão – pelo menos em público.

“O Gana vai manter esta posição. Só durante o debate é que declararemos abertamente de que lado da barricada estamos”, declarou Nana Addo Danquah Akufo-Addo, o chefe da diplomacia ghanense e presidente em exercício do Conselho de Ministros da União Africana.

No seu discurso perante a cimeira, o Presidente John Kufuor – do Ghana e da União Africana – disse taxativamente “sim, mas...”.

Para o ex-presidente do Mali, Alpha Oumar Konaré, que acaba de terminar o seu mandato de presidente da Comissão da União Africana, os líderes deste continente devem ser mais radicais nos debates que se seguem.

“É agora ou nunca”, declarou Konaré.

Resultados finais

Quais serão os resultados no final desta reunião-cimeira? Veremos finalmente satisfeitas as recomendações feitas há quatro décadas pelos líderes históricos de África?

Kwame Nkrumah, na altura, exigia “uma unificação e integração imediatas”!

O pessimismo cresceu quando ontem Muammar Kaddafi, que se encontra aqui em Accra, nem sequer apareceu na cerimónia inaugural da cimeira. Pura e simplesmente.

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