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Última actualização: 26 Junho, 2007 - Publicado em 03:54 GMT
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Disfunções da burocracia caboverdiana

Teclado de computador
Com cerca de 22 mil efectivos, para uma população de cerca de 500 mil habitantes, a administração pública caboverdiana apresenta-se, mais ou menos, repartida em termos de género, mas padece de várias disfunções.

Uma delas é a sua excessiva concentração nos dois principais centros urbanos de Cabo Verde - Praia e Mindelo.

O Ministério da Educação, com pouco mais de nove mil efectivos, é de longe o sector que mais numeroso, com uma percentagem de 42%.

As câmaras municipais, no seu total, apenas respondem com 20% dos funcionários públicos, o que representa pouco mais de 4 mil servidores.

Em termos etários, pode-se dizer que a administração pública caboverdiana é relativamente jovem, já que 47% dos funcionários tem menos de 40 anos.

 Desde a independência houve um crescimento contínuo dos efectivos da Administração Pública, o que contraria políticas no sentido da sua redução
Cláudio Furtado

No conjunto 52% dos servidores públicos caboverdianos têm formação básica e são na sua maioria pessoal auxiliar, condutores, faxineiros, etc.

Emagrecimento

Estes dados são parte de um estudo denominado O perfil dos recursos humanos da Administração Pública de Cabo Verde, da autoria do sociólogo caboverdiano Cláudio Furtado e financiado pelo sistema das Nações Unidas.

Segundo Furtado, apesar das várias tentativas de emagrecimento, a Função Pública caboverdiana não tem parado de crescer.

"Desde a independência a este momento houve um crescimento contínuo dos efectivos da Administração Pública, o que contraria, pelo menos a partir de um determinado momento, políticas no sentido da sua redução".

Face aos resultados apurados, o secretário de Estado da Administração Pública, Romeu Modesto, afirma que o estudo vai permitir a adopção de medidas de uma melhor gestão dos recursos humanos na máquina do Estado.

E sendo assim uma das suas consequências poderá ser a nível salarial.

"Nós vamos ter a noção clara dos custos com o pessoal, e isso vai permitir um conjunto de políticas que nos vai permitir investir no activo mais importante, que são as pessoas".

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