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Cimeira crucial da EU em Bruxelas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Bruxelas está a decorrer mais uma cimeira da União Europeia, a última da presidência alemã que vai transitar para Portugal. É um encontro crucial para o futuro da União, com os 27 estados-membros a tentar chegar a acordo quanto a um tratado que substitua a fracassada Constituição Europeia. Os líderes europeus iniciaram um braço-de-ferro para a definição das grandes linhas do futuro tratado mas a reunião começou sob o espectro do fracasso. Como pano de fundo o encontro tem uma forte animosidade dos dirigentes polacos face à Alemanha, e a resistência da Grã-Bretanha a algumas das disposições que tinham sido aceites em 2004 pelo primeiro-ministro Tony Blair. A Alemanha, com o apoio da maioria dos estados-membros, quer fazer reviver o que for possível da constituição. Exceptua-se excepto o nome do documento e algumas alterações-chave, pedidas por países como a Holanda que querem evitar mais um referendo arriscado. Observadores pessimistas A Chanceler alemã, Angela Merkel, que mantém a presidência da UE até ao final deste mês fez um apelo para que houvesse unidade de modo a poder arrancar-se com as reformas de União. Não é grande o optimismo relativamente a esta cimeira, com muitos observadores não darem mais de 50% às hipóteses de sucesso. Isto apesar de nesta cimeira não se pretender chegar a acordo sobre o novo tratado. Pretende-se apenas acordar um mandato de negociação para a Conferência Intergovernamental (CIG), que ficará incumbida de o redigir até ao final do ano. Mas mesmo a definição deste mandato, que a maioria dos países quer que seja tão preciso quanto possível para facilitar as negociações, está a revelar-se uma missão quase impossível. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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