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Desentendimentos no início do G8 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes das nações mais prósperas do mundo têm um dia de trabalho pela frente que pode expôr mais divisões profundas entre eles. A sessão do G8 tem de lidar com questões delicadas como as mudanças climáticas e o Kosovo. A abertura da cimeria nesta quarta-feira foi ensombrada pelo desacordo acerca da melhor forma de responder ao aquecimento global. A Alemanha quer estabelecer objectivos de carácter obrigatório para diminuir as emissões de carbono em cerca de 50% até 2050. O conselheiro americano para questões de segurança, Stephen Hadley, disse que os Estados Unidos não iam assinar limites rígidos. Em entrevista à BBC, o analista político Viriato Soromenho Marques, defendeu a intervenção dos países africanos nas negociações sobre o aquecimento global. "Seria muito interessante que os países africanos tomassem a iniciativa de se juntarem às negociações climáticas." Face ao apoio aos países africanos Soromenho Marques afirmou que era necessária uma abordagem diferente. "É preciso chegar a acordo nas negociações de Doha, no âmbito da Organização Mundial de Comércio, que podem traduzir-se na melhoria substancial das relações de troca a favor dos países africanos." Agenda A cimeira do G8, na Costa Báltica da Alemanha, não tem em agenda apenas as mudanças climáticas e o desenvolvimento mas uma série de questões que vão desde o Médio Oriente e o Irão à crise de Darfur. O correspondente diplomático da BBC na cimeira do G8 afirma que os encontros bilaterais entre os líderes podem ser bastants úteis para lidar com as questões mais sensíveis. Putin e Bush vão encontrar-se pela primeira vez desde que o Presidente russo ameaçou redireccionar algum do seu arsenal nuclear para a Europa. Isto se os Estados Unidos avançassem com as suas bases militares de defesa anti-míssil na República Checa e na Polónia. O Presidente norte-americano relativizou esta retórica. Quando um jornalista perguntou a Bush o que faria se isto acontecesse, ele disse que não seria necessária qualquer resposta porque a Rússia não ia atacar a Europa. Bush precisa do apoio da Rússia para conter o programa nuclear iraniano e os líderes ocidentais precisam de uma resposta clara dos russos a propósito do Kosovo. Putin vai encontrar-se também com o novo Presidente francês, Nicolas Sarkozy. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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