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Última actualização: 05 Junho, 2007 - Publicado em 18:30 GMT
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Sida está a afectar democracia em África
cartaz da Sida
A África do Sul é o país com maior número de infectados em todo o mundo
Um novo estudo mostra que a Sida pode estar a matar dirigentes eleitos eleitos em alguns países da África Austral, a um ritmo mais rápido do que eles podem ser substituídos.

O relatório do Instituto para a Democracia na África do Sul, IDASA, diz que a pandemia está matar nesses países os seus mais activos cidadãos, minando as suas democracias.

Estas observações surgem quando mais de quatro mil delegados estão reunidos na cidade sul-africana de Durban, para a terceira conferência nacional sobre a Sida.

A África do Sul é o país com maior número de infectados em todo o mundo, com mil pessoas morrendo diariamente de doenças relacionadas com o virus HIV.

Impacto silencioso

O relatório estudo os padrões de mortes na África Austral, mostrando aumentos dramáticos no número de dirigentes eleitos que morreram prematuramente devido ao Sida.

Embora ainda haja um tabu para admitir que a Sida é a causa, o estudo revela que olhando para os padrões de mortalidade antes e depois da deflagração da pandemia, estes mostram uma tendência clara.

Na Zambia, por exemplo, nos primeiros 20 anos de 1964 a 1984 apenas 6% das eleições intercalares foram realisadas devido á morte dos seus deputados.

Mas nos últimos 10 anos, 60% das eleições foram provocadas pela morte de deputados.

No Malawi, o presidente do Parlamento admitiu que a morte de 28 deputados estavam relacionadas com a Sida.

O estudo do Idasa conclui que a Sida está a decimar as partes mais produtivas, profissionais e experimentadas da comunidade - produzindo que que chamam de "impacto silencioso" na liderança política da região, minando a democracia na região.

Mas em entrevista à BBCparaÁfrica, a socióloga Judith Head, da Universidade de Capetown, contestou esta situação no que diz respeito à Africa do Sul, dizendo que a classe dirigente tem agora acesso ao tratamento de anti-retrovirais.

"Em relação à Africa do Sul, a faixa produtiva que está a ser atingida são os mais pobres e desqualificados, e não tanto a classe dirigente".

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