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Senado dos EUA debate reforma da imigração | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O senado norte-americano deu início ao debate sobre um projecto-lei para a imigração que propõe legalizar o estatuto de cerca de doze milhões de trabalhadores clandestinos. O projecto-lei, apoiado pela Casa Branca e submetido na semana passada por destacados congressistas republicanos e democratas, propõe que todos os trabalhadores sem documentação legal que entraram nos Estados Unidos antes do início do ano adquiram a legalidade. Para isso, estes teriam de pagar uma multa e regressar ao seu país de origem até que as autoridades cheguem a uma decisão. Apesar do presidente Bush ter dito que tenciona assinar o projecto-lei e exortado o senado a aprová-lo, a oposição por parte de políticos republicanos mais conservadores é de tal ordem que o debate deverá prolongar-se durante as próximas semanas. “Evitar a amnistia e a animosidade” Para o presidente Bush, o projecto-lei evita tanto a "amnistia quanto a animosidade", mas críticos como Tom Tancredo, um congressista republicano do Colorado, insistem que este, pouca diferença deverá fazer.
"Trata-se de um estalo na cara para cada pessoa que imigrou para aqui da maneira correcta e para os que querem vir para aqui da maneira correcta.” O projecto-lei, uma das prioridades internas do presidente Bush, que disse querer a nova legislação em vigor até ao final do ano, prevê dar a milhões de trabalhadores sem documentos válidos – a maior parte dos quais do México e de outras partes da América Latina – a oportunidade de residirem e trabalharem legalmente nos Estados Unidos. Empresas "cúmplices na ilegalidade" Para Robin Hoover, fundador do Humane Borders, uma organização que ajuda imigrantes que atravessaram ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos, as empresas norte-americanas são parcialmente responsáveis de encorajar trabalhadores de países pobres a preencher vagas para trabalhos duros, como a limpeza das ruas e linhas de montagem em fábricas. "Portanto, para solucionar esta confusão, estamos a pedir às pessoas mais vulneráveis que paguem dezenas de milhares de dólares pelo direito de trabalhar aqui. Não penso que este seja um incentivo muito eficaz para uma pessoa racional que esteja a viver aqui sem documentos". Entre as propostas em debate, está ainda a introdução de um sistema de pontos relativos à formação profissional e às habilitações literárias dos imigrantes. Os melhores qualificados teriam prioridade na legalização do seu estatuto nos Estados Unidos. | LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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