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Somalis detidos em Moçambique | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Moçambique, um camião cisterna com 64 cidadãos somalis foi interceptado pela guarda fronteiriça na região de Zobué, quando se preparava a entrar no país vindo do Malawi. De acordo com organizações especializadas Moçambique, o referido posto, na província de Tete, que faz fronteira com o Malawi, é actualmente uma das mais importantes portas regionais de passagem de milhares de imigrantes clandestinos aliciados por promessas de melhores condições de vida na vizinha África do Sul. Chama-se Zobué o posto fronteiriço onde se deu o episódio na província de Tete, nordeste de Moçambique. O camião usado nesta operação nem deveria à priori ter levantado suspeitas até porque está registado em nome de uma companhia Malawiana. O seu motorista terá pedido pelo transporte dos 64 somalis clandestinos recebido um pagamento inicial de cem dólares americanos. A notícia foi confirmada a partir daquele ponto do país pela Rádio Moçambique, que ouviu a propósito o Comandante provincial da Políica de Guarda-Fronteira Ibraimo Mangera. "Estamos a trabalhar agora para encontrarmos outras informações que nos possam ajudar a esclarecer a situação e depois encontrarmos os promotores disto." Tráfico humano Casos flagrantes como este de tráfico de pessoas através de Moçambique e do Malawi, não são infelizmente uma ocorrência rara. No ano passado, uma embarcação foi dar à costa Moçambicana, na região norte de Nacala, transportando mais de meia centena de cidadãos do Blangadesh que se preparavam para entrar clandestinamente no país. Para além disso são comuns os relatos sobre situações de tráfico sobretudo de mulheres e crianças Moçambicanas, particularmente para a vizinha África do Sul. Segundo organizações especializadas, cerca de um milhar de moçambicanos são em média todo os anos traficados para a Àfrica do Sul, onde na maior parte dos casos são usados como mão de obra barata e explorados sexualmente. A magnitude que este fenómeno tende a assumir, ainda que ilícito e obsceno , deve-se ao facto de ser um negócio extremamente rentável para os sindicatos do crime. O Comandante Provicial da Polícia de Guarda Fronteira em Tete, Ibraimo Mangera: "São redes bastante complexas que envolvem dinheiro. Este movimento é constituído por pessoas que servem de guias até à fronteira e que possivelmente devem levar os emigrantes até ao seu destino final, mas ainda não sabemos com certeza." | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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