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Última actualização: 04 Maio, 2007 - Publicado em 03:17 GMT
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Acordo no combate a alterações climáticas
Fábricas em Pequim
China contra qualquer medida que afecte o seu crescimento
Especialistas de mais de 120 países reunidos na Tailândia, concordaram nas medidas a tomar para combater o aquecimento global.

Os delegados do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas da ONU colocaram de lado as divergências e acordaram um plano comum.

Países como a China e a Índia temiam que que os planos para diminuir as emissões de gases poluídores pudesse afectar as suas ambições industriais.

O que mais afecta o governo chinês é que as medidas das emissões de dióxido de carbono usadas pelas Nações Unidas começam a partir de 1970.

Desde então as emissões chinesas de gases poluídores subiram muito mais do que a dos países industrializados.

De acordo com o analista ambiental da BBC Roger Harrabin, estas estatísticas pintam um cenário negro para a China.

Ele explica que na verdade as emissões chinesas ainda ficam muito abaixo daquelas produzidas na Europa e nos Estados Unidos.

A representante em Pequim da associação ambientalista WWF, Li Lin, concorda com a posição do seu país porque segundo ela os "Estados Unidos estão a consumir cinco vezes mais recursos por pessoa comparado do que a China", disse.

"Julgo que os norte-americanos têm mais responsabilidades em reduzir a emissão de gases poluídores", concluiu a ambientalista.

Acção urgente

Entre os temas mais controversos na mesa estavam a energia nuclear, os custos de cortar as emissões de dióxido de carbono e a forma como estava escrito o protocolo assinado em Quioto.

Um dos grupos ambientalistas representados nas negociações o WWF, diz que o custo de combater as alterações climáticas é muito menor, do que não tomar qualquer atitude.

Um dos seus representantes, Hans Verolme, diz que este encontro em Bangecoque é um aviso urgente que as questões climáticas não podem esperar.

Derretimento dos glaciares
Aquecimento global já está a provocar impactos avisa ONU

"Sempre dissemos que é muito importante ficar abaixo dos 2 graus de aquecimento e já demonstramos por diversas vezes quais as consequências se não o fizermos", disse.

"Combater o aquecimento global é muito menos custoso do que aguardar pelas suas consequências", avisou Hans Verolme.

Um dos membros da delegação sul-africana Peter Luckey, disse à agencia noticiosa Associated Press que tinha sido alcançado um acordo.

Ele acrescentou que o mais importante agora é tomar medidas concretas.

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