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Prémio Camões atribuído a Lobo Antunes | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O prémio Camões 2007, o mais importante galardão literário da língua portuguesa, no valor de 132 mil dólares, foi atribuído ao escritor português António Lobo Antunes. O escritor, que se encontra a meio de uma obra, não reagiu ainda de viva voz, apesar da sua editora, Teresa Coelho, ter anunciado que este "se sente muito feliz por se terem lembrado do seu nome." Instituído em 1988 pelo Protocolo Adicional ao Acordo Cultural entre os governos de Portugal e do Brasil, o Prémio Camões visa «consagrar anualmente um autor de língua portuguesa que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum.» O Prémio Luís de Camões é atribuído anual e alternadamente no território de cada um dos dois Estados, cabendo a decisão a um júri especialmente constituído para o efeito. O júri deste ano, reunido no dia 14 de Março no Rio de Janeiro, era composto por Fernando Martinho e Fátima Marinho, de Portugal, Letícia Malard e Domício Proença Filho, do Brasil, e, representando os PALOP, estiveram presentes Francisco Noa de Moçambique e João Mello de Angola. No ano passado o prestigiado galardão foi recusado pelo escritor angolano Luandino Vieira. Pepetela, outro escritor angolano ganhou o Prémio em 1997 e o moçambicano José Craveirinha em 1991. Consenso nas reacções As reacções têm sido unânimes no reconhecimento do mérito do laureado. "Merecidíssimo!" disse o escritor moçambicano Mia Couto à BBC, acrescentando, referindo-se aos Livros de Crónicas de Lobo Antunes, que estes tinham provocado nele "esse sentimento de gostarmos que tivéssemos sido nós a escrever aqueles textos." De Cabo Verde a BBC teve a reacção do poeta Corsino Fortes, que disse não haver "dúvida nenhuma que Lobo Antunes tem dignificado a literatura portuguesa, a língua portuguesa que nós todos cultivamos." E para um especialista em Literatura Portuguesa, o Professor José Carlos Seabra Pereira da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, o júri fez uma escolha acertada: "Não me surpreendeu... o prémio vem consagrar uma obra longe e representativa... de grande qualidade." A brasileira Lygia Fagundes Telles foi a vencedora em 2005 e uma outra mulher, a escritora portuguesa Augustina Bessa Luis, obteria o Pémio Camões 2004. Escritor psiquiatra
António Lobo Antunes, escritor que leva já 15 obras publicadas, nasceu em 1942, em Lisboa, na zona de Benfica, onde cresceu. Licenciou-se na Faculdade de Medicina, em Lisboa. Afirmou ter ido para medicina por acaso. Especializou-se em psiquiatria por pensar que era parecido com literatura. Foi, sensivelmente, a partir de 1985 que Lobo Antunes se dedicou quase exclusivamente ao ofício da escrita. Mas a sua primeira obra, Memória de Elefante, é datada de 1979. Os temas abordados nas suas obras são a Guerra Colonial (essencialmente nas primeiras), a morte, a solidão, a frustração de viver e não amar. Vencedores 1989 - Miguel Torga (Portugal, 1907-1994) | LINKS LOCAIS Tribuna Cultural (Prémio Camões 2007)19 Março, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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