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Dos Santos aconselha 'Nino' Vieira e PAIGC | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente angolano, José Eduardo dos Santos, lançou um apelo à unidade no seio do PAIGC, no início de uma visita do seu homólogo, João Bernardo Vieira, a Luanda. 'Nino' Vieira está em Luanda desde esta terça-feira para uma visita de dois dias, a primeira oficial e de estado a um país africano de língua oficial portuguesa desde que regressou ao poder. O chefe do estado guineense, que será homenageado na quarta-feira pelo parlamento angolano reunido em sessão solene, agradeceu a Angola o seu apoio diplomatico e enalteceu as perspectivas de cooperação. Vários acordos O final da visita irá culminar na assinatura de acordos em vários domínios. Na abertura oficial das conversações, foi notórioa a referência feita pelo seu anfitrião, o Presidente José Eduardo dos Santos, às divergências no seio do PAIGC, o partido histórico da Guiné-Bissau, presidido no passado por Vieira. O PAIGC, actualmente na oposição, é o partido maioritário na Guiné-Bissau.
O relacionamento entre o chefe do estado guineense e o seu antigo partido é hoje tenso, sendo conhecidos os graves desentendimentos entre João Bernardo Vieira e Carlos Gomes Júnior, o líder do PAIGC. Observadores em Luanda estão convencidos que Eduardo dos Santos vai aproveitar esta visita de Nino Vieira a Angola para lançar uma iniciativa de reconciliação interna do partido fundado por Amílcar Cabral. Unidade e coesão Eduardo dos Santos disse que estava preocupado com a falta de unidade e coesão no seio do PAIGC 'o partido histórico que conduziu vitoriosamente a luta de libertação na Guiné-Bissau.' 'Desejamos ardentemente que esta unidade e coesão sejam restabelecidas por via do diálogo, da discussão fraterna e objectiva dos problemas e com espírito reconciliador.'
Por outro lado, o Presidente angolano manifestou apoio às iniciativas do seu homólogo visando resolver os problemas políticos e económicos da Guiné-Bissau. Nino Vieira agradeceu o apoio diplomático que Angola tem dado a Guiné-Bissau no que ele considerou ser o difícil diálogo do seu país com a comunidade internacional. O Presidente Vieira disse que Angola é uma boa alternativa para a Guiné-Bissau fazer frente aos problemas que tem encontrado no seu relacionamento com o estrangeiro, devido sobretudo às suas potencialidades. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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