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Chuvas devastam centro de Moçambique | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhar de pessoas estão a dirigir-se para centros de acomodação para escapar às cheias em Moçambique. Dados oficiais mostram que há neste momento mais de 120 mil pessoas deslocadas pelas intensas chuvas que provocaram cheias ao longo do curso do rio Zambeze, no centro do país. Segundo a enviada especial da BBC, Karen Allen, organizações humanitárias internacionais estão a enviar mais pessoal e ajuda de emergência para apoiar as operações de socorro. Foram montados campos improvisados nas 3 províncias mais afectadas pelas cheias, que destruiram plantações e forçaram milhares de pessoas a abandonar as suas casas e haveres. Muitas localidades ao longo do rio Zambeze estão agora desertas. Preocupações Apesar das autoridades moçambicanas terem sido amplamente elogiadas pela forma rápida e eficiente como responderam a esta situação de emergência - com a activação dos seus sistemas de alerta - altos funcionários de algumas organizações não-governamentais no terreno dizem que o pior poderá estar ainda para acontecer. Com dezenas de milhar de pessoas nos campos de acomodação, teme-se a eclosão de vários surtos de doenças como a malária, a cólera e as diarreias. A Oxfam e a Cruz Vermelha estão entre as organizações que estão a tentar fazer chegar aos campos de acomodação mais telas de plástico e comprimidos para purificar a água potável. O acesso de carro é virtualmente impossível em algumas áreas e só uma acção mais rápida conseguirá evitar a transformação deste desastre natural numa crise de grandes proporções. Há previsões para mais chuvas e dezenas de milhar de pessoas poderão ter que continuar nos centros de acomodação por vários meses. A trágica ironia é que as áreas mais afectadas pelas cheias estão entre as terras mais férteis de Moçambique. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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