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Última actualização: 15 Fevereiro, 2007 - Publicado em 19:49 GMT
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Temos a situação sob controle, diz Paulo Zucula

Descarga de ajuda
Medicamentos, tendas e alimentação estão a já a chegar às 36 mil pessoas em campos de alojamento
O Director do INGC, o Instituto de Gestão das Calamidades, Paulo Zucula, entrevistado por telefone a partir de Caia, no centro de Moçambique, onde se encontra a monitorar a situação, diz que a situação é de alerta máximo, mas que ainda não é necessário fazer um apelo à comunidade internacional.


Qual é o tipo de apoio que as autoridades moçambicanas, o INGC, as ONG's estão já disponibilizar aos mais de 85 mil desalojados?

Os 85 mil não são necessariamente desalojados. São aqueles que foram retirados das zonas de risco. Alguns deles foram acolhidos por familiares. Do total resgatado, 36 mil estão nos centros de acomodação e todos eles estão já a receber ajuda, ainda incipiente, mas estão a receber alimentação, água e alguns já têm tendas para se abrigarem.

Considera a situação ainda de alerta máximo, a qual poderá resultar numa catástrofe, ou este é um cenário exagerado?

Ainda estamo em alerta máximo mas não sei se vai ou não degenerar numa catátrofe. O que importa para nós é pensar que estamos ainda na estação das chuvas, que se prolonga até Março, e por isso o alerta continua em vigor para a zona centro do país. De qualquer das maneiras, a maioria das pessoas que estavam em perigo de vida, já sairam dos sítios de risco.

Até ao momento é possível controlar a situação porque tudo o que está a acontecer estava previsto no nosso plano de contingência de Outubro passado.
Paulo Zucula, director do INGC

O governo moçambicano pretende fazer um apelo para o apoio da comunidade internacional ou está capaz de responder à situação em termos de assitência às vítimas das cheias e das chuvas?

Até este momento a situação está sob controle. O governo tem alguma capacidade em termos de disponibilidade de alimentação e meios de sanidade básica. O problema agora é mais de carácter logístico, ou seja, fazer chegar as coisas o mais rápido possível ao sítio onde são necessárias.

As cheias atingem uma vasta região do vale do rio Zambeze no centro de Moçambique

E têm meios?

Temos alguns meios.

Portanto, não vai haver um apelo à comunidade internacional?

Não. Se a situação se agravar pode acontecer que tenhamos que fazer um apelo à comunidade internacional. Tudo depende de como vai evoluir a situação. Mas até ao momento é possível controlar a situação porque tudo o que está a acontecer até agora estava previsto no nosso plano de contingência de Outubro passado. Não fomos apanhados desprevenidos.

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