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Presidente chinês termina visita a Moçambique | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A primeira visita oficial do Presidente chinês, Hu Jintao, terminou esta sexta-feira com uma nota positiva por parte do governo moçambicano. Falando à BBC, a Ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros, Alcinda Abreu, referiu que tanto os US$20 milhões da dívida agora perdoada, como os empréstimos avaliados em US$200 milhões, irão contribuir para catapultar os esforços de desenvolvimento do país. Para os mais críticos todavia, a visita não se devia ter cingido apenas aos cifrões. US$150 milhões sem juros e US$40 milhões de um crédito concessional do Xin Bank e ainda US$15 milhões para a contsrução do novo Estádio Nacional – estas as cifras com que Moçambique sai desta visita de Hu Jintao. Para além disso há a referir o perdão da dívida de Moçambique com a China - que afinal era de US$20 milhões – ao que tudo indica após os reajustes derivados das obrigações típicas deste tipo de dívida. São números como estes, assim como a assinatura de acordos de cooperação na área da educação, saúde e agricultura, que fazem com que o governo moçambicano faça um balanço positivo da primeira visita oficial do Presidente chinês. Satisfação e preocupação Alcinda Abreu, a Ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros, em breves declarações à BBC, afirmou que ambos os lados estão satisfeitos. "Quer a nível bilateral, quer no prosseguimento da implementação das decisões da Cimeira Sino-Africana, estamos satisfeitos. Refiro-me ao Centro de Pesquisa sobre Malária e HIV/SIDA, ao Centro Piloto de Tecnologias Agrárias, às escolas rurais, ao perdão da dívida que devíamos começar a pagar a partir deste ano, o que significa que podemos usar estes fundos nos esforços de erradicação da pobreza". Apesar de ter sido aparentemente uma visita política e financeiramente positiva, pelo menos do ponto de vista do governo moçambicano, há quem olhe com preocupação para o contexto em que a mesma acontece. Numa carta aberta dirigida ao Presidente chinês, publicada na quinta-feira aqui na capital moçambicana, e que faz eco de um sentimento que ao nível de alguns sectores tem sido partilhado, o coordenador do Centro de Integridade Pública, Marcelo Mosse, diz, por exemplo, que "a cooperação com a China não tem que ser uma cooperação de dependência". Marcelo Mosse diz também que Moçambique não quer transferir a dependência do Ocidente para a China, mas sim eliminá-la. "Não queremos um novo ciclo de endividamento externo, principalmente quando não aplicado no sector produtivo e sobretudo quando aplicado em bens supérfluos como palácios. Não queremos, sobretudo, esta delapidação sem paralelo dos nossos recursos florestais", disse Mosse numa carta aberta. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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