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Lula rejeita recomendações sobre Amazónia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Presidente brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva acusou os países desenvolvidos de falharem na luta contra o aquecimento global. Num discurso proferido no Rio de Janeiro, Lula afirmou que chegou a altura dos países ricos fazerem mais para reduzir as emissões de gás e pararem de dizer ao Brasil o que fazer com a floresta amazónica. Segundo o editor da BBC para as Américas, Emilio San Pedro, as palavras de Lula não constituem novidade mas raras vezes no passado ele teria sido tão directo como nesta ocasião. O presidente brasileiro acusou os países desenvolvidos de aplicarem dois pesos e duas medidas na abordagem ao problema do aquecimento global do planeta. Ele acusou os países desenvolvidos de serem habilidosos na elaboração de acordos e protocolos, como é o caso do Tratado de Quioto, para darem a impressão de que estão a fazer algo para inverter a tendência de emissão de gases nocivos. Exemplo brasileiro Na prática, disse o Presidente, os resultados provam o contrário. No tema da deflorestação, o presidente afirmou peremptoriamente que os países desenvolvidos não tinham nada a ensinar ao Brasil nesta matéria. Segundo Lula, o seu país havia reduzido a destruição da floresta amazónica em mais de cinquenta por cento nos últimos três anos. Isto, na sua opinião, deveria ser aproveitado como lição pelos países desenvolvidos que, nas suas palavras, já haviam destruído as suas tudo debaixo do seu controlo. Relativamente ao tema dos combustíveis alternativos, Lula descreveu o Brasil como líder mundial. De facto, o Brasil tornou-se o maior produtor mundial de álcool etílico ou etanol, produzido a partir da cana do açúcar, contando ainda com o maior número de carros de todo o mundo que utilizam combustíveis alternativos. O Presidente brasileiro adiantou que iria dirigir uma campanha a nível mundial para destacar a necessidade dos países ricos de reduzirem as emissões de gases nocivos para a atmosfera. As palavras de Lula da Silva surgiram na sequência de um discurso do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que afirma que os pobres de todo o mundo são os menos responsáveis pelo aquecimento global mas serão os que mais vão sofrer os seus efeitos. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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