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Última actualização: 06 Fevereiro, 2007 - Publicado em 01:50 GMT
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Viúva de Mondlane critíca corrupção

O momento alto das celebrações foi o descerrar de um busto de Eduardo Mondlane.
O momento alto das celebrações foi o descerrar de um busto de Eduardo Mondlane.
As afirmações de Janet Mondlane foram feitas durante as celebrações, sábado último, de mais um Dia dos Heróis.

Graça Machel disse que hoje e mais do que nunca os ideias de Eduardo Mondlane começam a ser valorizados.

Uma aparente censura ao que chegou a ser apontado como um distanciamento pelo partido no poder em relação aos princípios que nortearam os seus primeiros líderes.

Para muitos é a continuação de um movimento que já se anunciara ainda durante a campanha de Armando Guebuza para as eleições de 2004.

Trata-se do resgate de algumas das mais emblemáticas figuras na história da Frente de Libertação de Moçambique.

Algo que se reflectiu no discurso do actual Chefe de Estado moçambicano e que agora transborda para acções que, ainda que simbólicas, têm o condão de despertar reacções favoráveis em importantes sectores da sociedade e do partido no poder.

Homenagens

No ano passado, o Governo liderado por Armando Guebuza anunciou a decisão de erguer, em Maputo e em todas as capitais provinciais, monumentos em reconhecimento da vida e obra de Samora Machel, o primeiro Presidente de Moçambique independente.

Maputo

Na semana passada, as atenções estiveram viradas para a figura de Eduardo Mondlane, por ocasião das celebrações do Dia dos Heróis Moçambicanos.

O fundador da Frente da Libertação de Moçambique foi assassinado a três de Fevereiro de 1969.

Para além de palestras e actividades de índole vária, o momento mais alto foi o descerrar de um busto de Eduardo Mondlane, também descrito como o arquitecto da unidade nacional.

Na ocasião Janet Mondlane, a viúva do homem que convenceu as várias formações políticas existentes em meados de 60 a juntarem-se numa só frente, defendeu que Moçambique ainda não é o país com que sonhou o seu falecido esposo.

“Alguns vivem confortavelmente e as suas necessidades estão satisfeitas. Por outro lado será que Moçambique é o reflexo perfeito do que queríam Eduardo Mondlane e os seus camaradas? Não, claro que não."

Janet Mondlane acrescentou:

"Mas nós mantemos esse sonho vivo quando trabalhamos juntos na luta contra a pobreza. Mantemos esses ideais quando em voz alta condenamos a corrupção que rouba os moçambicanos das boas escolas, água potável e luz nas suas casas. Condenamos a corrupção que faz com que as nossas crianças e mães morram nos hospitais por falta de cuidados de saúde adequados.”

Por seu lado A viúva do primeiro Presidente de Moçambique independente, Graça Machel, disse em breves declarações à BBC que “os ideais de Eduardo Mondlane estão hoje, mais do que nunca, a ser valorizados e a ser difundidos.

Graça Machel nomeou a unidade nacional na sua diversidade e a promoção do bem estar de todos os moçambicanos como o real significado da Independência.

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