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Última actualização: 26 Outubro, 2006 - Publicado em 14:05 GMT
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Prémio Mo Ibrahim para líderes africanos
Universidade de Harvard vai avaliar a boa governação de líderes africanos.
Universidade de Harvard vai avaliar a boa governação de líderes africanos.
Mo Ibrahim lança um prémio de 5 milhões de dólares para os mais competentes chefes de estado africanos.

Mo Ibrahim, o magnata egípcio das telecomunicações que vive no Reino Unido, pretende galardoar a boa governação de 53 países africanos.

O fundo atribui a Presidentes africanos reformados cinco milhões de dólares durante dez anos, seguidos de 200 mil dólares por ano para o resto da vida.

As condições do prémio são uma transferência do poder democrática no final do mandato e uma boa governação.

O Prémio Mo Ibrahim para uma Liderança Africana Competente é financiado pelo próprio Mo IBrahim.

O antigo Secretário-Geral da OUA, Salime Ahmed Salim, membro do conselho da Fundação Mo Ibrahim, proferiu o discurso de lançamento do prémio.

Apoiantes desta iniciativa incluem Kofi Annan, Tony Blair, Bill Clinton e Nelson Mandela.

Combate à corrupção

Ibrahim afirma que presidentes africanos reformados não têm as contrapartidas dos seus homólogos ocidentais e o seu fundo vai ajudar a compensá-los por isso.

Em declarações à BBC, Ibrahim disse que a sua fortuna vai ser bem empregue.

"Em África, os líderes têm que lidar com problemas acrescidos. Se um líder africano tiver conseguido tirar dez milhões de pessoas da pobreza durante o período do seu mandato é maravilhoso..."

O prémio espera abordar um dos mais intratáveis problemas de África: como convencer os seus líderes a não enriquecerem à custa dos fundos do estado e a não se agarrarem ao poder.

Muitos nasceram na miséria e não têm as regalias dos líderes ocidentais quando se reformam.

Escolher a via diplomática é apenas um obstáculo, mas agora significa ser elegível para este prémio.

Presidentes africanos vão ser avaliados pela Universidade norte-americana de Harvard para analisar se eles serviram bem o seu povo durante o seu mandato.

 As pessoas que estão a matar o seu próprio povo e a roubarem os recursos do estado vão continuar a fazê-lo.
Patrick Smith, Africa Confidential

O editor da BBC para África, Martin Plaut, disse que este é o prémio mais avultado do mundo, superior ao Prémio Nobel da Paz.

Opinião divergente

Patrick, Smith, da publicação especializada, Africa Confidential, não considera que o prémio possa alterar o comportamento dos Chefes de Estado.

África tem uma das mais ricas concentrações de minerais e pedras preciosas, no entanto 300 milhões dos seus residentes vivem com menos de um dólar por dia.

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