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Guineenses devem empenhar-se na paz e reconciliação | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Guiné-Bissau é um país viável, mas os guineenses têm que se empenhar na paz e no diálogo, defendeu o moçambicano João Honwana, no final da sua missão de 2 anos naquele país, como representante da Secretário Geral da ONU. Falando à imprensa na véspera de sua partida, Honwana, que não quis fazer o balanço da sua missão, lamentou o facto de não ter podido concretizar o seu grande sonho: "O sonho era deixar a Guiné-Bissau com a mesa redonda de doadores já realizada, com ideias claras sobre os meios que seriam eventualmente disponibilizadas ao país". Honwana, disse que dificuldades da Guiné-Bissau nao têm apenas que ver com a luta politica. "Há problemas politicos mas há também problemas sociais e económicos graves.” Ele acha que Guiné-Bissau é um pais viável, não pobre mas sim empobrecido. “O país é rico em recursos humanos, mas também em recursos naturais. Está empobrecido por causa do nível de conflitualidade, que se verificou praticamente desde a independência e da guerra civil, oque não permitiu ao país realizar o seu potencial." Adiantou que agora, quase em finais de 2006, "em que foi restabelecida a legalidade constitucional, em que terminou a transição politica, estavam criadas as condicões mínimas para o país comecar a relaizar os potenciais que tem”. Consolidar a paz Referindo-se aos desafios que Guiné-Bissau tem pela frente, João Honwana destacou a criacão de um ambiente em que diferentes pontos à violência armada e a consolidacão da paz. “ Estamos em paz mas esta paz tem que ser reforçada, tem que entrar no coração de cada cidadão, isso é um trabalho que tem que ser feito constantemente." Honwana deixou claro, no entanto que "a paz nao acontece só pela boa vontade dos homens , constrói-se também com meios, com recursos, é preciso que haja respoosta às necessidades básicas da populacão é preciso que todos sintam que, com esta paz, todos ganhamos, é preciso que os dividendos da paz sejam distribuidos por toda a sociedade”. Antes de vir para Bissau em Setembro de 2004, desempenhava na sede das Nacões Unidas, em Nova Iorque, as funcões de chefe da seccão de Armas Covencionais, do Departamento para os Assuntos de Desarmamento. Os seus momentos mais difíceis na Guiné-Bissau ocorreram aquando do levantamento militar de 06 Outubro de 2004, durante o qual foram mortos o general Veríssimo Correia Seabra, então Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, e o coronel Domingos de Barros. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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