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Pior surto de cólera em Angola | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A agência humanitária Médicos Sem Fronteiras, MSF, diz que este é o pior surto a atingir Angola, tendo provocado já mais de 1 200 mortos desde a sua eclosão, em Fevereiro. A organização Médicos Sem Fronteira apelou ao governo angolano para a distribuição gratuita de água potável às áreas afectadas, urgentemente. Segundo dados revelados pela MSF e pela Organização Mundial de Saúde, 35 mil já foram infectadas, e mais de 1200 já morreram. Em Entrevista à BBCpara África, ERNA VANGOOR, chefe da missão holandesa da MSF em Luanda, disse que principais causas do alastramento da cólera são a falta de água potável e água canalizada e problemas graves de saneamento do meio. Água e saneamento Os primeiros casos de cólera foram detectados nos subúrbios pobres da capital angolana em Fevereiro. Apesar da taxa de crescimento da economia angolana atingir os 20%, devido às fabulosas receitas do petróleo, os super-povoados "musseques" suburbanos não possuem as mínimas condições de água, saneamento e salubridade.
A epidemia alastrou a 11 das 18 províncias de Angola. A MSF diz que entre 500 a 700 novos casos de cólera, e uma média de 10 mortos é o actual balanço diário do surto. Nos últimos 10 anos, Angola tem sofrido outras epidemias menores, na sua maioria nos bairros miseráveis de Luanda. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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