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Imigrantes em dia de boicote nos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Imigrantes nos Estados Unidos realizam neste 1º de Maio um boicote nacional em protesto contra um projecto de reforma das leis de imigração. Milhões de pessoas faltaram ao trabalho ou à escola, e evitaram gastar dinheiro, num esforço para mostrar o quanto os imigrantes são importantes para a economia americana. O protesto, chamado "Um dia sem imigrantes", esperava conseguir a adesão de meio milhão de pessoas em Los Angeles, Nova York, Filadelfia e em outros Estados do sul do país. Estão previstas grandes manifestações e greves por todo o país em apoio ao movimento para que os imigrantes ilegais tenham direito à cidadania americana. As manifestações ocorrem enquanto o Congresso discute um projecto que prevê punições mais duras para imigrantes ilegais e os seus empregadores. Papel dos imigrantes Alguns analistas dizem que o crescente movimento de imigrantes - cuja força foi mostrada em protestos nacionais no mês passado - pode ser comparado com os protestos pelos direitos civis dos anos 1960 e 1970. Apesar disso, os líderes latinos dizem que o tamanho do protesto desta segunda-feira é difícil de ser previsto. Nativo Lopes, presidente nacional da Associação Politica Mexicano-Americana, disse à BBC que o papel dos imigrantes na economia dos Estados Unidos precisava de ser reconhecido. "Ela (a economia) depende absolutamente dos imigrantes... os imigrantes desempenham um papel estratétigo na economia dos Estados Unidos, particularmente em várias indústrias e certos sectores geográficos do país, e por isso precisam de ser reconhecidos, apreciados, e ligitimados pela completa e incondicional legalização do seu estatuto". Há planos para serviços religiosos especiais, vigílias, piqueniques e correntes humanas. O protesto também se deve espalhar pelo México e outros países latino-americanos, onde foram planeados boicotes a produtos americanos durante o dia de hoje. Legalização e cidadania Cerca de 11 milhões e meio de imigrantes ilegais vivem nos Estados Unidos, na sua maioria entrando no país pela fronteira com o México.
Os manifestantes pedem a legalização desses imigrantes. Giev Kashkooli, é do Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas. "Eles são trabalhadores que partilham os valores de outros americanos. Eles são trabalhadores agrícolas que estão a alimentar a nação... são trabalhadores da construção que não estão só a ajudar a erigir edificios mas também a construir comunidades..." A correspondente da BBC em Washington, Sarah Morris, diz que o impacto económico do protesto deve ser sentido, mas que será mais difícil conseguir abrandar a posição dos grupos contra a imigração. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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