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Última actualização: 06 Abril, 2006 - Publicado em 18:23 GMT
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Resolução europeia trava financiamentos a governos corruptos
Resolução europeia trava financiamentos a governos corruptos
Resolução europeia trava financiamentos a governos corruptos
O Parlamento Europeu votou hoje a favor de uma proposta para a instauração de uma lista negra de governos corruptos, não elegíveis para ajuda financeira comunitária.

A medida apela às instituições europeias que deixem de lidar com companhias cujos funcionários tenham estado envolvidos em casos de corrupção.

Lista negra

A resolução votada no Parlamento Europeu destina-se a obter maior transparência nos fundos de apoio - impedindo os bancos de financiar governos na lista negra da corrupção.

O deputado holandês Max van den Berg sublinha que no que diz respeito aos financiamentos "não se trata tanto de retirar ajuda mas travar os bancos de emprestarem dinheiro a regimes corruptos".

O deputado holandês que apoia a resolução europeia explica ainda que é particularmente importante adoptar esta estratégia em programas de apoio por sectores "para que que a ajuda só aconteça da forma correcta com mecanismos nacionais de controlo".

Max van den Berg acredita que se trata de uma operação que pode ser coordenada entre "os cidadãos, equipados com esse conhecimento, e o próprio parlamento."

Boicote às empresas corruptas

A medida apela também às instituições europeias para que evitem transacções ou compras em empresas cujo os empregados possam ter estado associados a casos de corrupção.

Segundo o correspondente da BBC em Estrasburgo, este voto não tem peso legislativo embora represente uma forma dos deputados europeus manifestarem a sua preocupação em torno da corrupção, nos países destinatários de fundos europeus.

O orçamento de ajuda europeu está estimado em cerca de 8, 5 mil milhões de dólares por ano.

Subornos milionários

Estimativas do Banco Mundial mostram que mais de um trilião de dólares é pago anualmente em subornos em todo o mundo.

No ano passado, a União Europeia libertou metade dos fundos de apoio que estavam inicialmente destinados à Autoridade Palestiniana. Na origem da medida, estiveram dúvidas quanto à corrupção e ao fracasso em levar a cabo reformas específicas no governo palestiniano.

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