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Última actualização: 05 Abril, 2006 - Publicado em 13:05 GMT
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Detido ex-ministro na Guiné Bissau
Confrontos na fronteira norte da Guiné-Bissau
Confrontos na fronteira norte da Guine-Bissau
Um antigo Ministro do Interior e da Defesa da Guiné-Bissau, Marcelino Simões Lopes Cabral, está detido desde domingo, sob suspeita de apoiar os rebeldes da província sul do Senegal, Casamança.

A polícia acusa Marcelino Cabral, de ajudar uma facção dos rebeldes do Movimento das Forças Democráticas do Casamança, que tem estado a combater o exército guineense.

Os combates começaram há 3 semanas atrás, e obrigaram a que cerca de 8 mil pessoas tenham fugido da zona de São Domingos, Suzana e Varela, no norte do país.

A região de Casamança faz fronteira com o norte da Guiné-Bissau e os dois lados têm a mesma composição étnica.

Minas terrestres

Segundo a agência de notícias francesa, AFP o grupo, Campanha Internacional para a Proibição de Minas Terrestres, ICBL, acusa os rebeldes separatistas do Casamança, de terem colocado minas ao longo da fronteira.

Estes combates, são os mais sérios, desde que o movimento rebelde assinou um acordo de paz com o governo do Senegal, em 2004.

Os combates têm sido sobretudo entre soldados da Guiné-Bissau e uma das facções rebeldes chefiada por Salif Sadio, que se auto-proclamou " Comandante".

Mas outra, chefiada por Cesar Badiaté, aliou-se ao exército guineense, e tem vindo a participar nas operações para desalojar Salif Sadio das suas bases, em especial Barraca Mandioca.

Expulsar rebeldes

O presidente guineense, João Bernardo Nino Vieira, quer que as organizações internacionais e instituições humanitárias intervenham para fazer sair os rebeldes de Casamança, do território norte da Guiné-Bissau.

Durante um encontro em Dakar, com a Rede das Mulheres Construtoras da Paz, o chefe de Estado guineense, Nino Vieira, encorajou os militares do seu país, a prosseguirem os combates, com vista a expulsar os rebeldes do MDFC, do seu país.

 Os rebeldes não podem continuar no nosso território
Nino Vieira

"A nossa vontade não é criar hostilidades, mas devemos igualmente saudar e encorajar as nossas forças armadas, pelo trabalho patriótico que estão a realizar, na medida em que os rebeldes não podem continuar no nosso território."

Apelo à comunidade internacional

Na segunda-feira a noite, momentos antes de embarcar para Dacar, o Presidente Nino Vieira, fez também um apelo à comunidade internacional.

"Apelo a todas as organizações internacionais, como a CPLP, Cruz Vermelha e outras, no sentido de convencerem os rebeldes a abandonarem o nosso território, para que possamos evitar as consequências da guerra fratricida".

Há 18 dias que o exército guineense combate uma facção dos rebeldes independentistas da província senegalesa da Casamança, alegadamente instalados nas aldeias da região de São Domingos.

Nino Vieira anunciou ainda aos jornalistas presentes no aeroporto internacional de Bissau, antes da sua partida para assistir às cerimônias de independência do Senegal, que irá aproveitar os encontros com o seu homólogo senegalês para falar da situação de conflito em São Domingos.

"O problema da fronteira é um assunto comum com o Senegal. Vou aproveitar para o abordar com o presidente Wade, para vermos qual a melhor forma de se encontrar uma solução pacífica para o problema".

Na semana passada, o representante da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP, em Bissau, o brasileiro Carlos Moura, havia anunciado a disponibilidade da sua organização, caso fosse solicitada, para mediar o conflito.

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