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Última actualização: 23 Março, 2006 - Publicado em 04:55 GMT
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Conferência sobre 'fuga de cérebros'.
Médico
África perdeu 30% dos seus técnicos com formação superior
Académicos e sindicalistas vão estar reunidos esta quinta-feira em Londres para discutir formas de combate à 'fuga de cérebros' do mundo em desenvolvimento.

Milhares de pessoas altamente qualificadas deixam anualmente os seus países de origem à procura de empregos melhor remunerados no mundo desenvolvido - uma migração que provoca um rombo no know-how das nações mais pobres e afecta as perspectivas de crescimento económico de muitos países.

A 'fuga de cérebros' é um problema global. Académicos transferem-se frequentemente da Europa do Leste para a Ocidental e milhares de economistas asiáticos são atraídos para a América do Norte.

Mas a mais dramática movimentação acontece para fora do continente africano.

Falta de técnicos

 Os professores têm condições de trabalho muito débeis. Os seus salários estão sempre atrasados
Sarah Mansaray, professora da Serra Leoa

O Sindicato dos Professores Universitários da Grã-Bretanha, que organiza a conferência desta quinta-feira, disse que cerca de 30% de todos os profissionais africanos com formação universitária não vivem em África.

Isso significa que muitos Ministérios não têm técnicos de estatística, e as universidades não têm professores para preparar a próxima geração de especialistas superiores.

As razões para o abandono de África são óbvias. Sarah Mansaray é uma professora da Serra Leoa que está temporariamente a estudar na Inglaterra.

"Os professores têm condições de trabalho muito débeis. Os seus salários estão sempre atrasados. Por vezes ficam dois, três ou até mesmo oito meses sem vencimento. Os professores precisam dos seus salários porque têm filhos para sustentar".

 Há a necessidade de um diálogo entre os governos para se tentar encontrar formas de compensação para os países menos desenvolvidos
Paul Bennett, do Sindicato dos Professores Universitários

Não é barato educar alguém até ao nível universitário. E esse dinheiro é imediatamente perdido por um país menos desenvolvido se os seus talentos académicos acabam por beneficiar o mundo mais rico.

Compensações

E a questão do pagamento de compensações nunca está longe deste debate, como explica Paul Bennett, do Sindicato dos Professores Universitários da Grã-Bretanha.

"Há a necessidade de um diálogo entre os governos para se tentar encontrar formas de compensação para os países menos desenvolvidos pelos benefícios que estão a ser colhidos pelas nações industrializadas".

Claramente, o problema da fuga de cérebros só pode ser resolvido na sua totalidade se os países mais pobres se tornarem mais ricos.

Mas a conferência de Londres vai olhar para soluções mais imediatas.

Entre elas estão acordos de parceria entre universidades dos países mais ricos e mais pobres - por forma a que se partilhem alguns recursos - e a realização de conferências académicas no mundo menos desenvolvido, para partilhar conhecimentos.

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