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Última actualização: 23 Fevereiro, 2006 - Publicado em 19:53 GMT
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Moçambique sacudido por tremor de terra

Mãe e filho africanos
Pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na sequência de um terramoto de grandes proporções que atingiu o Sul e o centro de Moçambique.

O sismo, que ocorreu às primeiras horas de quinta-feira, teve uma magnitude de 7,5 na escala de Richter e levou ao pânico de milhares de pessoas que abandonaram precipitadamente as suas casas.

Tudo aconteceu 19 minutos depois da meia-noite, hora local, e as ruas de Maputo, por exemplo, estiveram durante várias horas repletas de gente.

"Ouvimos barulho lá fora. De repente, as casas começaram a estremecer. Ficámos com medo. Pensávamos que os prédios iam cair" - disse-me uma residente de Maputo.

Várias horas depois da terra ter tremido durante cerca de um minuto em Maputo, as pessoas ainda não se tinham refeito do susto.

Pânico generalizado

Para além da capital, o sismo foi igualmente sentido nas províncias de Gaza, Inhambane, Manica, Sofala e Tete - que comportam perto de metade da população moçambicana, estimada em 19 milhões de habitantes.

O fenómeno abalou igualmente regiões do Zimbabwe e da África do Sul.

A principal grande cidade mais perto do epicentro do terramoto foi a Beira, a segunda maior de Moçambique.

O jornalista Eliseu Bento, do 'Jornal Notícias', disse-me que a população local ficou, naturalmente, muito assustada.

"Houve mesmo uma situação de pânico. Muitas pessoas abandonaram prédios e casas e só regressaram muitas horas depois. Houve danos de pouca monta, principalmente nos prédios mais altos".

Vista parcial de Maputo
Em Maputo e na Beira os residentes abandonaram os seus prédios

O relativo silêncio por parte das autoridades que se seguiu à ocorrência do tremor de terra não terá ajudado a acalmar as pessoas que, em pânico, procuravam saber o que estava efectivamente a acontecer e o que deviam fazer.

Para agravar a situação, havia ainda todo o tipo de rumores relacionados, na sua maior parte, com a ocorrência de eventuais réplicas.

Apelos à calma

Apenas várias horas depois foi que, por via dos orgãos de informação, far-se-iam ouvir os primeiros esclarecimentos e apelos à calma.

O Conselho de Ministros esteve, esta quinta-feira, reunido de emergência.

No final do encontro, a Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Dias, disse à imprensa que estava em marcha um plano nacional de esclarecimento.

"À semelhança do governo central, os governos provinciais também estiveram reunidos. Mesmo nas zonas onde não foram registados danos, há a necessidade de se explicar que precauções devem ser tomadas pelas populações para a eventualidade de um novo terramoto".

O Presidente Armando Guebuza também falou à Nação. O chefe de Estado moçambicano disse que as autoridades continuavam a "proceder ao levamento sobre as pessoas afectadas e os danos causados a nível nacional".

Habituados às secas, às cheias e aos ciclones, tudo indica que os moçambicanos terão agora de se adaptar à ideia de que o seu país afinal não está imune à ocorrência de um quarto tipo de calamidade natural - terramotos.

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