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Última actualização: 31 Janeiro, 2006 - Publicado em 17:26 GMT
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Cabo Verde aguarda resultados definitivos das eleições
Dez dias depois de efectuadas as eleições legislativas, que deram a segunda vitória ao PAICV, Cabo Verde continua a aguardar pela publicação dos resultados definitivos desse pleito pela Comissão Nacional de Eleições.

Uma demora que deixa o país em compasso de espera, visto que será depois dessa publicação que o principal partido da oposição, MpD, irá cumprir ou não a sua ameaça de impugnar as eleições.

Em Cabo Verde tudo, ou quase tudo, continua em compasso de espera, volvidos que são 10 dias da realização das eleições legislativas de 22 de Janeiro e que ditaram a vitória do PAICV, do primeiro-ministro José Maria Neves.

É que, ao contrário do que chegou a prever, os resultados estão a ser contestados pelo líder do maior partido da oposição, Agostinho Lopes, para quem as eleições foram fraudulentas e que irá impugnar os seus resultados.

Impugnação

Mas para impugnar os resultados, o Código Eleitoral impõe trâmites a seguir, sendo um deles a publicação oficial dos resultados pela Comissão Nacional de Eleições.

Esta entidade ainda não conseguiu fazer essa publicitação devido a dificuldades com as actas da emigração, que ainda não chegaram na sua totalidade a Cabo Verde.

Previsões desse órgão estimam que só talvez na sexta-feira essa publicação será possível.

Entretanto, independentemente da publicação ou não dos resultados pela CNE, entendidos há que defendem muito dificilmente o MpD conseguirá levar a água ao seu moinho.

Isto porque antes de impugnar os resultados globais no Supremo Tribunal de Justiça os delegados desse partido deviam apresentar reclamações e protestos nas assembleias de voto onde ocorreram irregularidades mas que em nenhum momento isso aconteceu.

A confirmar-se esse dado muito dificilmente o Supremo Tribunal irá sequer analisar a reclamação do MpD.

Entretanto, prossegue em toada morna a campanha para as eleições presidenciais do dia 12 de Fevereiro, com os dois candidatos – Carlos Veiga e Pedro Pires – a se desdobrarem em actos no terreno, com vista à conquista dos eleitores.

De salientar o facto de o candidato apoiado pelo MpD, Carlos Veiga, estar a defender que não faz sentido adiar as eleições presidenciais, conforme o defendido por Agostinho Lopes.

Uma outra demarcação de Veiga em relação ao líder do MpD acaba também de acontecer com aquele candidato presidencial a defender que as decisões das instituições devem ser respeitadas, em nome das regras do jogo democrático e também da estabilidade política de Cabo Verde.

É que na sua declaração política, Agostinho Lopes praticamente deixou a entender que irá recorrer a outras formas de luta, caso a sentença do Supremo Tribunal não lhe for favorável.

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