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Última actualização: 23 Janeiro, 2006 - Publicado em 18:57 GMT
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Sudão deverá recuar na candidatura a presidência da UA
Campo de refugiados em Darfur
A questão de Darfur ensombra a candidatura sudanesa à presidência da União Africana
Tem crescido a pressão sob o governo sudanês para que desista da sua candidatura à presidência da União Africana (UA). O tema dominou o primeiro dia da conferência da organização em Cartum, no Sudão.

O conselheiro presidencial sudanês, Mustafa Osman Ismail, indicou que poderá haver um recuo por parte do seu governo, para "não criar divisões".

Diversos países e grupos de defesa dos direitos humanos dizem que o Sudão não reúne as condições necessárias para chefiar a UA, devido à crise humanitária e violência na região de Darfur.

Na África Oriental e no Norte de África várias nações apoiam a candidatura do presidente Sudanês Omar Hassan Al-Bashir, mas a dúvida paira sob o resto do continente, especialmente na África Austral e Ocidental.

Cimeira da União Africana

O presidente Omar Al-Bashir abriu a conferência dizendo que África se deveria impôr à comunidade internacional contra o que chamou interferência nos problemas internos do continente.

Esta cimeira procurará também discutir matérias como a educação e cultura e os problemas da insegurança e subnutrição, mas até agora as atenções têm estado viradas para o desenrolar da questão da presidência.

Até hoje, a tradição ditou que os anfitriões da conferência da UA assumem automaticamente a presidência da organização.

Mas no caso do Sudão isto significaria que este país iria acumular a tarefa de manutenção da paz na região de Darfur. E é precisamente esta situação que muitas nações Africanas julgam não ser apropriada.

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