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Última actualização: 21 Janeiro, 2006 - Publicado em 19:54 GMT
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OMS alerta contra medicamento para paludismo
Medicamentos contra a malária-paludismo
Medicamentos contra o paludismo-malária
A Organização Mundial da Saúde está a apelar aos laboratórios que fabricam o medicamento artemisinina, como única fórmula para combater o paludismo-malária, para pararem de o fazer, na medida em que existem receios de que possa existir resistência ao mesmo.

A OMS sugere que uma nova terapia que combine este medicamento com outros, seria mais eficaz no tratamento da doença.

A terapia combinada com a Artemisinina, é o tratamento mais eficaz contra o paludismo.

Algumas farmacêuticas, estão a vendê-la, para o que é conhecido como monoterapia.

Até agora, a malária-paludismo, tem-se mostrado resistente a todos os outros medicamentos utilizados desta forma.

Por exemplo, foram precisos apenas 5 anos, para que se desenvolvesse a resistência, no Sudoeste Asiático, a um medicamento conhecido como SP.

O Doutor Pascal Ringwald, é o responsável do programa de resistência anti-malária, da Organização Mundial da Saúde.

Segundo ele, as consequências do parasita desenvolver resistência à Artemisinina, são incalculáveis.

" Será um grande desastre, na medida em que até agora, os únicos medicamentos eficazes são os derivados do Artemisinina, e se perdermos isso, iremos perder a terapia combinada, e não haverá outro tratamento disponível, durante anos".

O Doutor Pascal Ringwald.

Segundo uma correspondente da BBC para assuntos de ciência, os primeiros resultados laboratorias do Sudoeste Asiático, já mostram que os medicamentos estão a ser menos eficazes, o que leva a OMS a pedir às empresas farmacéuticas, para pararem de fabricar o medicamento.

Mas, diz ela, existe outra questão relacionada com os custos.

Segundo ela, apesar das reduções, a terapia combinada da Artemisinina, continua ainda a ser muito cara para as pessoas, e o abastecimento às clínicas e hospitais nos países mais pobres, errática.

Mas, com cerca de 1 milhão e meio de pessoas a morrerem todos os anos da malária ou paludismo, pôr de lado o medicamento, não será para agora.

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