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Última actualização: 29 Novembro, 2005 - Publicado em 19:37 GMT
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Cimeira do Clima apela ao 'diálogo criativo'
Turbinas de vento
A energia eólica é cada vez mais um alternativa viável
Decorre na cidade canadiana de Montreal a primeira cimeira das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, desde que o acordo de Kyoto entrou em vigor no princípio deste ano.

A cimeira começou com apelos a um diálogo criativo sobre formas de reduzir as emissões de gases de estufa, que são responsabilizados pelo aquecimento global.

Mas poucos minutos depois da abertura, os delegados começaram a pôr em causa as políticas dos Estados Unidos, que advertiram que resistirão a tentativas para entrar em discussões sobre mais acções para além do protocolo de Kyoto.

 É ridícula a ideia de estabelecer limites ainda mais rigorosos, quando não podemos respeitar os limites mais fáceis de Kyoto
Fred Singer

Um conselheiro americano de alto nível em questões ambientais, disse que embora o Presidente Bush tenha recusado a adesão ao Tratado de Kyoto, os Estados Unidos estavam a gastar cinco mil milhões de dólares por ano no apoio à tecnologia e investigações climáticas.

Cepticismo

Fred Singer, presidente do Projecto de Ciência e Meio Ambiente, com sede nos Estados Unidos, é um ultra-céptico, que pensa que muitos dos que participam na cimeira perderam o seu tempo ao deslocarem-se ao Canadá.

"Eu penso que Montreal é apenas - desculpem-me por dizer isto - um exercício inútil, muito embora tenha atraído dez mil participantes, que devem estar a gastar muito dinheiro, e combustíveis fósseis, para lá chegar".

"Penso que se concluirá que os limites estabelecidos por Kyoto em 1997 são basicamente não alcançáveis, e é ridícula a ideia de estabelecer limites ainda mais rigorosos, quando não podemos respeitar os limites mais fáceis de Kyoto".

Obstáculos

Steve Sawyer, porta-voz do grupo ambientalista Greenpeace, reconhece que a recusa da Amércia em assinar o protocolo de Kyoto é um dos maiores obstáculos ao acordo internacional, mas ele está encorajado pelas políticas que estão a ser seguidas nível estadual nos Estados Unidos.

"Infelizmente as coisas são assim, e eu receio que vão continuar assim até depois de 20 de Janeiro de 2009, data em que a administração Bush deixa a Casa Branca".

 Infelizmente, receio que continuemos assim até depois de 20 de Janeiro de 2009, data em que a administração Bush deixa a Casa Branca
Steve Sawyer, do Greenpeace

"Mas há agora 157 países que ratificaram Kyoto, representando a maioria das emissões mundiais e 90 por cento da população mundial, e a sua obrigação aqui nas próximas semanas é avançar no sentido do corte de emissões que precisamos para evitar mudanças climáticas perigosas."

Energia sustentável

Entretanto, em Bruxelas, a União Europeia está a realizar a sua primeira conferência anual sobre energia sustentável.

O objectivo é que nos próximos quatro anos a Comissão Europeia convença tanto os organismos privados como os públicos a tornarem-se utilizadores de fontes alternativas de energia.

Andris Piebalgs, o Comissário Europeu para a Energia, reconhece as dificuldades enfretadas pela conferência de Montreal na tentativa de obter um acordo global sobre as mudanças climáticas.

"Todo o mundo já percebeu que devemos fazer alguma coisa relativamente às mudanças climáticas, recorrendo a todos os instrumentos que estão à nossa disposição. O uso sustentável de energia é definitivamente um dos instrumentos que poderão ser adoptados para combater as mudanças do clima".

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