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Cimeira do Clima apela ao 'diálogo criativo' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Decorre na cidade canadiana de Montreal a primeira cimeira das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, desde que o acordo de Kyoto entrou em vigor no princípio deste ano. A cimeira começou com apelos a um diálogo criativo sobre formas de reduzir as emissões de gases de estufa, que são responsabilizados pelo aquecimento global. Mas poucos minutos depois da abertura, os delegados começaram a pôr em causa as políticas dos Estados Unidos, que advertiram que resistirão a tentativas para entrar em discussões sobre mais acções para além do protocolo de Kyoto. Um conselheiro americano de alto nível em questões ambientais, disse que embora o Presidente Bush tenha recusado a adesão ao Tratado de Kyoto, os Estados Unidos estavam a gastar cinco mil milhões de dólares por ano no apoio à tecnologia e investigações climáticas. Cepticismo Fred Singer, presidente do Projecto de Ciência e Meio Ambiente, com sede nos Estados Unidos, é um ultra-céptico, que pensa que muitos dos que participam na cimeira perderam o seu tempo ao deslocarem-se ao Canadá. "Eu penso que Montreal é apenas - desculpem-me por dizer isto - um exercício inútil, muito embora tenha atraído dez mil participantes, que devem estar a gastar muito dinheiro, e combustíveis fósseis, para lá chegar". "Penso que se concluirá que os limites estabelecidos por Kyoto em 1997 são basicamente não alcançáveis, e é ridícula a ideia de estabelecer limites ainda mais rigorosos, quando não podemos respeitar os limites mais fáceis de Kyoto". Obstáculos Steve Sawyer, porta-voz do grupo ambientalista Greenpeace, reconhece que a recusa da Amércia em assinar o protocolo de Kyoto é um dos maiores obstáculos ao acordo internacional, mas ele está encorajado pelas políticas que estão a ser seguidas nível estadual nos Estados Unidos. "Infelizmente as coisas são assim, e eu receio que vão continuar assim até depois de 20 de Janeiro de 2009, data em que a administração Bush deixa a Casa Branca". "Mas há agora 157 países que ratificaram Kyoto, representando a maioria das emissões mundiais e 90 por cento da população mundial, e a sua obrigação aqui nas próximas semanas é avançar no sentido do corte de emissões que precisamos para evitar mudanças climáticas perigosas." Energia sustentável Entretanto, em Bruxelas, a União Europeia está a realizar a sua primeira conferência anual sobre energia sustentável. O objectivo é que nos próximos quatro anos a Comissão Europeia convença tanto os organismos privados como os públicos a tornarem-se utilizadores de fontes alternativas de energia. Andris Piebalgs, o Comissário Europeu para a Energia, reconhece as dificuldades enfretadas pela conferência de Montreal na tentativa de obter um acordo global sobre as mudanças climáticas. "Todo o mundo já percebeu que devemos fazer alguma coisa relativamente às mudanças climáticas, recorrendo a todos os instrumentos que estão à nossa disposição. O uso sustentável de energia é definitivamente um dos instrumentos que poderão ser adoptados para combater as mudanças do clima". | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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