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EUA sob pressão na cimeira do Clima | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os delegados reunidos na cidade de Montreal abriram a cimeira da ONU sobre o clima com um ataque cerrado aos Estados Unidos. A administração norte-americana rejeita levar mais longe as medidas definidas no protocolo de Quioto. Grande Conferência do Clima A conferência no Canadá é a primeira do género organizada pelas Nações Unidas sobre as alterações climáticas, desde a entrada em vigor do protocolo de Quioto em 1997. O encontro internacional réune milhares de delegados, especialistas em meio ambiente e representantes governamentais. Em Montreal, o ministro argentino do ambiente Gines Gonzalez Garcia afirmou que "não subsistirá crescimento económico, segurança energética, nem sequer a possibilidade a longo prazo de ver florescer liberdades democráticas" se o clima continuar a ser alterado de forma irrevocável pelos seres humanos. EUA sob pressão O encontro sobre o clima abriu sob o fogo da critica à adminstração americana, arrancando com um apelo ao dialogo criativo e a formas de reduzir as emissões tóxicas responsáveis pelo efeito de estufa ou aquecimento do planeta. Tom De Lay dirige o Carbon Trust - um organismo financiado pelo governo destinado a incentivar a economia britanica a consumir em carvão e em menor escala. De Lay diz que "é muito claro que estamos a caminhar nesse sentido e acelerar esse processo. Que demore 30 ou 50 anos, o que é certo é que o efeito que provocámos está a acelerar e precisamos de acelerar a forma como respondemos ao problema." Canadá inclui EUA Segundo o correspondente da BBC o Canadá, país anfitrião da cimeira, desdobrou-se em esforços para garantir a presença dos americanos no processo. O ministro canadiano do ambiente Stéphane Dion alertou no entanto para a gravidade iminente da situacção actual "basta ouvir as notícias para ver como os países estão a ser afectados pela mudança do clima - incluíndo o Canadá, que faz parte dos países árticos. Todos precisamos de fazer mais e melhor e ajudar os outros a adaptarem-se aos novos e inevitaveis impactos, que já são uma realidade e nos afectam hoje." O seu apelo a um diálogo paralelo na questão do ambiente pode ter eco nos países em desenvolvimento, inclusive em grande poluentes como a India e a China - nações preocupadas em reduzir as emissões desde que as medidas não afectem o seu crescimento económico. Uma tarefa difícil, se não impossível, no caso dos Estados Unidos. Os delegados americanos presentes na conferência deixaram bem claro ter ordens para resistir a qualquer processo formal definido pela convenção sobre a alteração do clima. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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