|
Assinado acordo histórico sobre Cahora Bassa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um acordo histórico assinado na noite de quarta-feira, em Lisboa, concede o controle maioritário de Moçambique sobre o mega barragem hidroeléctrica de Cahora Bassa, anteriormente detido por Portugal. O acordo de enetendimento foi rubricado entre o presidente moçambicano, Armando Guebuza, que se encontrava a visitar Portugal, e o primeiro ministro português, José Sócrates. Encerrando um complicado processo de 30 anos entre os dois países, o acordo coloca Moçambique na posição maioritária na estrutura acionista da barragem, passando a deter 85% do capital da hidroeléctrica, ficando Portugal com os restantes 15%. Anteriormente a parte moçambicana controlava apenas 15% contra a gestão maioritária de Portugal com 82%. Lisboa cede a maioria do capital, mas vai ser compensada financeiramente no montante de 950 milhões de dólares pela construção e manutenção da barragem. Acordo histórico Falando após a cerimónia de assinatura, o presidente moçambicano, Armando Guebuza, disse que o acordo tinha "estabelecido linhas para que dentro em breve Cahora Bassa passe a ser gerida por Moçambique." O primeiro ministro português, José Sócrates, manifestou a sua satisafção considerando o "acordo histórico para portugal e Moçambique, por ter sido possível conncluir uma negociação que se arrastava desde 1975." Em Mpauto, a primeira ministra moçambicana, Luisa Diogo disse à BBC que acordo de reversão da Barragem Hidroeléctrica de Cahora Bassa irá permitir que o país assuma o controlo da sua agenda de desenvolvimento. Luisa Diogo frisou que o Vale do Zambeze iria ser um polo de atracção de investimento e um gerador de empregos para a população moçambicana. Na sequência do Memorando de Entendimento assinado em Portugal, este país deverá ser ressarcido em cerca de 700 milhões de dólares. Esta cifra, sem dúvida alguma favorável ao estado Moçambicano, resulta de negociações em torno de uma dívida estimada em 2,3 mil milhões de dólares, nomeadamente pela construção, manutenção e reconstrução devido à guerra civil, da Hidroelétrica. Cahora Bassa fornece energia eléctrica à África do Sul, país por onde curiosamente tem também de passar, a fim de ser transformada, para de seguida ser fornecida a Moçambique e ao Zimbabwe. O Malawi deverá ser o próximo utilizador da energia gerada naquela que é considerada uma das maiores barragens hiroeléctricas de África. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||