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FMI em Cabo Verde negoceia cooperação | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades de Cabo Verde e o Fundo Monetário Internacional iniciaram na quarta-feira negociações com vista ao estabelecimento de um novo acordo. Cooperação e monitorização da economia do arquipélago é o objectivo deste acordo que vai substituir um outro que chegou há pouco tempo ao fim com sucesso para Cabo Verde. Na capital caboverdiana está uma missão do FMI que, juntamente com as autoridades da Praia, irá definir os contornos do novo memorando de entendimento ao abrigo do qual irão decorrer as suas relações daqui para frente. Tendo em conta os resultados alcançados até aqui, estima-se que o novo acordo deverá ser bem mais flexível que o anterior. Ao contrário do referido acordo, o novo memorando não será um acordo de estabilidade macro-económica, vulgarmente conhecido por Programa de Ajustamento Estrutural e conhecido pelos caboverdianos como política de aperto do cinto. Privatizações deverão continuar De acordo com dados já tornados públicos, o novo acordo deverá incidir sobretudo num programa de apoio e incentivo à chamada economia real. Cabo Verde deverá crescer nos próximos três anos a uma taxa média de 7%, mantendo níveis de reservas cambiais correspondentes a três meses de importação. Outros elementos que as autoridades caboverdianas não poderão negligenciar são o controlo de défice público e a conclusão do programa de privatizações que praticamente ficaram a meio do caminho. Falta ainda privatizar a companhia aérea caboverdiana, TACV, entre outras unidades empresariais menos expressivas. José Vicente Lopes, BBC, Cidade da Praia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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