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Última actualização: 25 Outubro, 2005 - Publicado em 01:17 GMT
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Mudanças climáticas afectam Àfrica
Refugiada africana
Refugiada africana
A série de furacões que tem assolado o Golfo do México, que alguns atribuem às mudanças climáticas, tem chamado a atenção para os efeitos que as alterações do clima poderão ter em África.

Um dos mais destacados cientistas britânico disse que os efeitos do aquecimento global ameaçam cancelar os benefícios do dinheiro suplementar de ajuda que está a ser enviado para África.

Numa carta aberta ao G8, o grupo dos países mais industrializados, o presidente da Royal Society, Lord May, sublinhou que novas investigações ligam as carências alimentares em África às mudanças climáticas.

Combater pobreza

O primeiro-ministro britânico Tony BLair estabeleceu a pobreza africana e as mudanças climáticas como as prioridades da presidência britânica dos países do G8.

Mas Lord May é altamente crítico do que vê como falta de progressos concretos na identificação de novas medidas para combater o aquecimento global.

Numa carta aberta antes de uma conferência sobre as mudanças climáticas, a ser presidida por Tony Blair, na próxima semana, em Londres, Lord May diz que o dinheiro suplementar para África acordado na cimeira de Gleneagles, no início deste ano, corre o risco de ser inteiramente consumido por crises de fome provocadas pelas mudanças climáticas no continente.

A investigação da Royal Society está incluída em documentos editados por Brian Hoskins, professor de Metereologia da Universidade de Reading:

"Pensamos que as medidas que estão a ser tomadas relativamente às mudanças climáticas não são suficientes para combater este problema, e que o aquecimento global vai afectar toda a gente no mundo. Mas os que vão ser mais afectados são os países em desenvolvimento, particularmente em África.

 A África é muito sensível às secas devido à sua agricultura dependente da chuva
Brian Hoskins
A África é muito sensível às secas devido à sua agricultura dependente da chuva e o aquecimento global poderá provocar uma catástrofe".

Brian Hoskins, professor de Metereologia da Universidade de Reading.

As potenciais consequências do aquecimento global poderão ser devastadoras para os países mais pobres de África, mas, no entanto, as suas nações são as menos equipadas para enfrentar o problema.

"É a nossa vulnerabilidade que nos diferencia das nações desenvolvidas", disse Luanne Otter, um investigador da Universidade de Witwatersrand durante uma conferência sobre as mudanças climáticas, realizada a semana passada, na África do Sul.

Com as condições metereológicas cada vez mais erráticas, as comunidades têm cada vez menos tempos para recuperar de um desastre antes de serem atingidas pelo seguinte.

Enquanto os Estados Unidos serão capazes de recuperar do furacão Katrina num ano ou dois, Moçambique necessitará de dez anos para recuperar das inundações catastróficas de 2000, de acordo com Roland Shculze um hidrológo da Universidade do Kwazulu Natal, na África do Sul.

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