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Última actualização: 01 Setembro, 2005 - Publicado em 19:43 GMT
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Rebeldes rejeitam mediação de Mbeki
Presidente Gbagbo da Costa do Marfim
Presidente Gbagbo da Costa do Marfim, acusado de receber armas dos sul-africanos
A resolução da crise na Costa do Marfim complicou-se com os rebeldes das Forças Novas a rejeitarem a mediação do presidente sul-africano Thabo Mbeki.

Os sul-africanos prometem contudo continuar os seus esforços de mediação de modo a permitir a realização de eleições em Outubro.

As Forças Novas, o grupo rebelde que desde há cerca de 3 anos controla o norte da Costa do Marfim, deu a conhecer a sua decisão através de um comunicado assinado pelo porta-voz Sidiki Konate.

Os rebeldes tinham na 3ª feira sido acusados pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da África do Sul, Aziz Pahad, de estarem a bloquear o processo de paz.

As Forças Novas acusam a mediação sul-africana de estar a favorecer claramente os interesses do presidente marfinense Laurent Gbagbo.

Forças Novas apelam a Obasanjo

Dizem as Forças Novas que os sul-africanos, apesar de estarem há nove meses a acompanhar a crise na Costa do Marfim, ainda não compreenderam inteiramente a situação no país.

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Os rebeldes acusam também a África do Sul de vender armas ao presidente Gbagbo, em violação do embargo imposto pelas Nações Unidas e dizem que poderão apresentar queixa.

O documento pede ainda ao presidente da Nigéria e da União Africana, Olusegun Obasanjo, que faça avançar o processo de paz.

Entretanto, no Conselho de Segurança da ONU o ministro sul-africano da Defesa, Musiuoa Lekota, deu garantias de que os esforços de mediação iriam continuar no sentido de garantir condições para a realização de eleições livres e justas.

Na quarta-feira, Lekota afirmou no Conselho de Segurança que a mediação está a fazer progressos e que a Costa do Marfim está lentamente a estabilizar-se devendo ter condições para no final de Outubro se realizarem eleições.

 É preciso que no norte as Forças Novas recomecem o reagrupamento dentro do prazo limite e que o desmantelamento das milícias seja durável e sério.
Pierre Schori, representante de Kofi Annan

O representante especial do Secretário-Geral da ONU para a Costa do Marfim, Pierre Schori, enunciou as condições necessárias para o relançamento do processo de paz.

Uma das preocupações do representante do Secretário-Geral é a falta de segurança que se verifica naquele país da África ocidental.

Pierre Schori afirmou haver uma grande sensação de insegurança por todo o país e que nunca tinha visto tantas Kalachnikovs como na capital marfinense, Abidjan.

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