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China cria leis para proteger seropositivos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades chinesas anunciaram um novo projecto de lei para tentar fazer face à discriminação generalizada de que padecem os infectados com HIV/SIDA no país. Wang Long Di, um vice-Ministro chinês da Saúde, disse a um seminário na cidade de Xangai que a discriminação e a ignorância na China eram os principais escolhos nos esforços para se prevenir o alastramento da SIDA. O governante disse que a nova legislação protegeria especificamente os direitos dos seropositivos e das suas famílias. Lentidão A China começou de forma muito lenta a lidar com a crise de HIV/SIDA. Nos anos 90, mais de meio milhão de chineses na província de Henan contraíram o vírus quando venderam o seu sangue. A contaminação ficou a dever-se ao uso de equipamentos não esterilizados. A indiferença e o não reconhecimento oficial desta situação perduraram durante vários anos. Alguns dos activistas que denunciaram este escândalo foram parar à cadeia. Noutras partes da China - como por exemplo na província de Yunan, junto à fronteira com a Birmânia - o número de seropositivos aumentou dramaticamente devido a uma combinação letal do uso de drogas intravenosas e da prática da prostituição em condições degradantes. Estigma O estigma que rodeia o HIV fez com que os portadores do vírus tivessem vidas extremamente difíceis. Muitos perderam amigos, familiares, casas e empregos. A falta de preparação técnica levou a que em algumas partes da China, até mesmo médicos recusassem tratar doentes infectados com o HIV por recearem contrair a doença. A China foi acusada pelas Nações Unidas de se comportar como o Titanic - a navegar directamente ao encontro de um iceberg de SIDA e a recusar mudar de direcção. Tempos novos Mas os tempos começaram a mudar. Há cerca de dois anos funcionários do Ministério chinês da Saúde começaram a levar a sério a propagação da doença. As autoridades perceberam que o HIV/SIDA tinha a habilidade de afectar a estabilidade social na China - algo que o governo queria evitar a todo o custo. ONG's estrangeiras foram autorizadas a elaborar programas de vigilância e educação sanitárias. Alguns dos seropositivos na província de Henan começaram a receber tratamento gratuito com anti-retrovirais. E os líderes chineses tentaram minimizar o estigma com visitas a pacientes em hospitais. A legislação para proteger os seropositivos é o último sinal de que a China está finalmente a reconhecer a escala do problema. |
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