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Ministros do G8 em Londres com agenda africana | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A redução da pobreza em África está no topo da agenda dos ministros das finanças do G8, o grupo das oito nações mais industrializadas do mundo, reunidos hoje e amanhã em Londres. O ministro britânico, Gordon Brown, manifestou-se optimista na obtenção de um acordo visando o cancelamento total das dívidas dos países africanos mais pobres. Na sua recente visita a Washington, o primeiro ministro britânico, Tony Blair, deparou com uma certa relutancia por parte do presidente George Bush em comprometer-se com o alivio da dívida dos mais pobres. Pobreza O programa para reduzir a pobreza em África estará na agenda inaugural da cimeira do G8, a ter lugar no próximo mês na Escócia. O encontro dos ministros das Finanças a decorrer em Londres, destina-se a preparar a agenda da cimeira. O ministro britânico, Gordon Brown, disse estar optimista quanto a um acordo visando cancelar a cem por cento a dívida das nações africanas, capacitando-as a reorientar as suas prioridades. Dívida 'Nós assinamos um acordo de dívida quando eu estive em Moçambique para lhes dar uma grande quantidade de dinheiro a ser canalizado para a a educação e HIV-Sida.' Para Gordon Brown, se Moçambique, por exemplo, beneficiar dos acordos, poderá vir a ter quinhentos milhões de dólares, o que permitiria duplicar o número de crianças na escola e cumprir com a meta de vacinação de oitenta por cento. Brown e o primeiro ministro Tony Blair desejam que o G8 se comprometa a implementar um pacote de medidas para ajudar a África a reduzir o nivel actual de pobreza. Cancelamento O cancelamento da dívida parece ser a área onde as possibilidades de êxito parecem maiores. O grosso da dívida da maioria dos países sub-saharianos foi contraído com organizações como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Africano do Desenvolvimento. O correspodnente económico da BBC diz haver menos esperanças de um aumento substancial nas ajudas ao desenvolvimento. Os membros europeus do G8 já se comprometeram com uma data ( dentro de dez anos) para começarem a doar 0, 7 por cento do seu rendimento nacional aos países mais pobres de África. Os Estados Unidos, contudo, estão relutantes em fazer tais promessas. Funcionários americanos sublinham o alto nível de privada já existente acrescentando que a modalidade proposta pelos britânicos não se enquadra nos seus procedimentos orçamentais. |
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