|
Moscovo comemora 'Dia da Vitória' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os 60 anos do final da II Guerra Mundial na Europa foram assinalados com pompa e circunstância em Moscovo. Líderes de mais de meia-centena de países juntaram-se ontem na Praça Vermelha, para ouvir o discurso do presidente russo Vladimir Putin. Ausências notadas foram os dirigentes da Geórgia, Ucrânia e Quirguistão e de dois dos 3 estados Bálticos, a Lituânia e a Estónia, para quem a ocupação soviética não foi melhor do que a nazi. Mas esta segunda feira em Moscovo, naquela que foi a maior demonstração de símbolos soviéticos desde o colapso da União Soviética, o presidente Putin da Rússia prestou homenagem aos milhões que morreram durante o conflito. Em 4 anos de conflito a União Soviética perdeu 27 milhões de pessoas, mais do que qualquer outro país. Mas um pacto de não-agressão assinado entre Hitler e Stalin adiou a entrada do país na guerra. O acordo foi quebrado com a invasão germânica do território soviético em 1941. O presidente russo, Vladimir Putin fez questão de sublinhá-lo na semana em que se assinalam os 60 anos do fim do conflito na Europa. Bush discorda de Putin Perante mais de 50 líderes mundiais, Putin destacou o sacrifício da União Soviética e a ajuda dos aliados. Vladimir Putin e George W. Bush estão em desacordo em relação à leitura histórica da segunda guerra mundial. Putin insiste na tese de que a União Soviética salvou o mundo do fascismo, Bush prefere criticar o domínio soviético na Europa de Leste depois da guerra.
Os dois dirigentes tiveram um encontro no Domingo onde discutiram a mais recente questão que divide os dois chefes de estado. Durante a passagem pela Letónia, George W. Bush classificou a ocupação soviética da Europa de Leste como um dos maiores erros da história e criticou abertamente o regime de Vladimir Putin. Ausências notadas A ausência dos presidentes de dois dos estados bálticos - Lituânia e Estónia -, e das repúblicas da Geórgia, Ucrânia e Quirguistão, também marcou as comemorações russas. Os líderes bálticos não aceitam a versão da história defendida por Vladimir Putin que apresenta a União Soviética como um agente libertador apesar das décadas de ocupação que se seguiram. O presidente Putin diz simplesmente que as autoridades soviéticas pediram desculpa em 1989 e que por isso não está disposto a apresentar um novo pedido. As tensões sobre o legado da guerra mantêm-se, mas segunda feira foi dia de celebrações. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||