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Última actualização: 10 Maio, 2005 - Publicado em 02:44 GMT
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Moscovo comemora 'Dia da Vitória'
Soldados desfilam na Praça Vermelha de Moscovo
A parada na Praça Vermelha de Moscovo
Os 60 anos do final da II Guerra Mundial na Europa foram assinalados com pompa e circunstância em Moscovo.

Líderes de mais de meia-centena de países juntaram-se ontem na Praça Vermelha, para ouvir o discurso do presidente russo Vladimir Putin.

Ausências notadas foram os dirigentes da Geórgia, Ucrânia e Quirguistão e de dois dos 3 estados Bálticos, a Lituânia e a Estónia, para quem a ocupação soviética não foi melhor do que a nazi.

Mas esta segunda feira em Moscovo, naquela que foi a maior demonstração de símbolos soviéticos desde o colapso da União Soviética, o presidente Putin da Rússia prestou homenagem aos milhões que morreram durante o conflito.

 Hoje prestamos homenagem a todos os europeus que resistiram ao nazismo e ao fascismo.
Vladimir Putin

Em 4 anos de conflito a União Soviética perdeu 27 milhões de pessoas, mais do que qualquer outro país.

Mas um pacto de não-agressão assinado entre Hitler e Stalin adiou a entrada do país na guerra. O acordo foi quebrado com a invasão germânica do território soviético em 1941.

O presidente russo, Vladimir Putin fez questão de sublinhá-lo na semana em que se assinalam os 60 anos do fim do conflito na Europa.

Bush discorda de Putin

Perante mais de 50 líderes mundiais, Putin destacou o sacrifício da União Soviética e a ajuda dos aliados.

Vladimir Putin e George W. Bush estão em desacordo em relação à leitura histórica da segunda guerra mundial.

Putin insiste na tese de que a União Soviética salvou o mundo do fascismo, Bush prefere criticar o domínio soviético na Europa de Leste depois da guerra.

Bush e Putin na Rússia
Putin e Bush no dia das celebrações do fim da guerra

Os dois dirigentes tiveram um encontro no Domingo onde discutiram a mais recente questão que divide os dois chefes de estado.

Durante a passagem pela Letónia, George W. Bush classificou a ocupação soviética da Europa de Leste como um dos maiores erros da história e criticou abertamente o regime de Vladimir Putin.

Ausências notadas

A ausência dos presidentes de dois dos estados bálticos - Lituânia e Estónia -, e das repúblicas da Geórgia, Ucrânia e Quirguistão, também marcou as comemorações russas.

Os líderes bálticos não aceitam a versão da história defendida por Vladimir Putin que apresenta a União Soviética como um agente libertador apesar das décadas de ocupação que se seguiram.

O presidente Putin diz simplesmente que as autoridades soviéticas pediram desculpa em 1989 e que por isso não está disposto a apresentar um novo pedido.

As tensões sobre o legado da guerra mantêm-se, mas segunda feira foi dia de celebrações.

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